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Fortaleza de Valença monitorizada em permanência para detetar riscos

Fortaleza de Valença monitorizada em permanência para detetar riscos
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 17 de outubro de 2024, às 17:14

A Fortaleza de Valença vai ser monitorizada em permanência por um sistema de cerca de 40 mil euros que permite a deteção imediata de riscos para a conservação do monumento nacional, revelou hoje a autarquia.

A informação recolhida por 28 sensores e dispositivos já colocados na Fortaleza é “enviada para uma central onde os dados são analisados e permitem a deteção imediata de valores que coloquem em risco a conservação do imóvel”, descreve, em comunicado, aquele município.

O novo sistema de monitorização, de dispositivos sem fios, com sensores, que funcionam 24 horas por dia, vai permitir “registar a temperatura, a humidade, a iluminação, a vibração, a inclinação, a distância e a radiação solar”, observa a autarquia.

De acordo com a câmara, esta nova rede de sensores reforça “os sistemas tradicionais inicialmente colocados para análise de fissuras existentes, nos panos de muralha, pela Unidade de Cultura da CCDRN [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte] e Património Cultural, I.P. após a queda da muralha, por solicitação da Câmara”.

Em 01 de janeiro de 2023, o pano de muralha da Fortaleza de Valença, colapsou devido a um forte temporal.

Outras partes da estrutura foram identificadas como estando em risco de derrocada, com diversas fissuras, na parte norte da fortaleza.

A fortaleza de Valença é monumento nacional desde 14 de março de 1928 e encontra-se em processo de classificação como Património da Humanidade pela UNESCO.

Os aparelhos “foram instalados em vários pontos estratégicos, previamente identificados como sendo de risco, como o Baluarte do Socorro e do Carmo, as cortinas entre o Baluarte do Carmo e de São João e entre o Baluarte de Santana e São José, bem como a Porta do Açougue, a Poterna da Fonte da Vila e a Porta da Coroada”.

Citado no comunicado, o presidente da autarquia, José Manuel Carpinteira, sublinhou que o município “está focado em criar as melhores condições para uma gestão mais cuidada e atenta da fortaleza, principal ex-libris da cidade”.

A intervenção é financiada pelo POCTEP, cofinanciado pelo INTERREG España-Portugal 2021-2027.

O monumento nacional assume particular importância pela dimensão, com uma extensão de muralha de 5,5 quilómetros, e pela história, tendo sido ao longo dos seus cerca de 700 anos a terceira mais importante de Portugal.