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Empresa de Braga vai instalar 170 toneladas de metal em residência universitária de Guimarães

Fotografia Divulgação

Thiago Correia

Publicado em 08 de abril de 2024, às 10:24

Empreitada que vai nascer no AvePark

A Beetsteel, empresa de metalomecânica do Grupo Arliz, com sede em Braga e fábrica industrial em Fafe, vai ser a responsável por instalar 170 toneladas de metal na residência universitária autossustentável que vai nascer no AvePark, o Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães, num investimento de cerca de 13,8 milhões de euros, segundo anunciou hoje a empresa.

“É urgente adotarmos comportamentos e desenvolvermos soluções mais ecológicas e o AvePark  vem contribuir e inspirar esse movimento, com a construção deste empreendimento “net-zero”.  Para nós, Beetsteel, é um orgulho enorme fazer parte de um projeto sustentável e inovador como  este”, revela Patrícia Vieira, diretora da empresa. 

Segundo o comunicado enviado ao Diário do Minho, a grande aposta do projeto, que é, neste momento, a maior empreitada do Município de Guimarães, reside na sua autossuficiência energética, baixa emissão de CO2, custos de manutenção reduzidos e adaptabilidade ao longo do tempo. Com estas características, o edifício obteve a classificação energética A+ NZEB 21 – Edifício Muito Eficiente, bem como a certificação  pelo sistema ‘LiderA’ com uma classe de desempenho excecional, também de A+. 

A construção da residência, baseada num sistema de construção modular e pré-fabricada, destaca-se pelo uso predominante da madeira, integrada de várias formas e suportada por uma  estrutura metálica com assinatura Beetsteel. A geometria, em forma de “U”, com uma cave, um piso térreo e dois pisos superiores, foi projetada para se ajustar à envolvente e às características  do terreno, incluindo pendentes acentuadas. Por sua vez, a cobertura de grande dimensão,  projetada para acomodar a quantidade necessária de painéis fotovoltaicos e solares, é que  garante a autossuficiência energética do edifício. 

O novo edifício estará equipado com 20 quartos individuais, 35 quartos duplos, 24 estúdios, quatro T0, 22 T1 e cinco T2, que darão resposta a uma necessidade de oferta variada  de tipologias de alojamento para estudantes, investigadores e docentes. Também está  contemplada a existência de espaços comuns (ginásio, áreas de estudo/trabalho, zonas de convívio, lazer e refeições), administrativos, para tratamento de roupas, para pessoal, técnicos  e de manutenção do edifício. 

A empreitada, que surge no âmbito do Programa Nacional de Alojamento para o Ensino Superior  (PNAES), tem o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e resultará num investimento de aproximadamente 13,8 milhões de euros (ao qual acresce o valor do IVA).