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Autarca de Viana do Castelo preocupado com situação na Saúde espera "serviços mínimos"

Autarca de Viana do Castelo preocupado com situação na Saúde espera "serviços mínimos"
Fotografia DM

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 02 de novembro de 2023, às 17:10

Luís Nobre disse, no entanto, acreditar que os profissionais de saúde “vão garantir os serviços mínimos” enquanto se mantém o diálogo entre o ministério e os sindicatos

O presidente da Câmara de Viana do Castelo manifestou hoje “preocupação” com eventuais constrangimentos na urgência do hospital local devido às escusas a horas extraordinárias dos médicos, esperando que possam existir “serviços mínimos” para garantir segurança às populações.
“Vejo a situação com preocupação. É um problema nacional, mas afeta também o Alto Minho. Acredito no diálogo. O desafio que deixo é um entendimento em prol do Serviço Nacional de Saúde [SNS], para que rapidamente se restabeleça e estabilize o SNS”, afirmou à Lusa Luís Nobre. 
O autarca disse ainda acreditar que os profissionais de saúde “vão garantir os serviços mínimos” enquanto se mantém o diálogo entre o ministério e os sindicatos.
“É fundamental um ambiente de segurança para os cidadãos e estou convicto que todos os profissionais de saúde vão garantir”, afirmou. 
Segundo os dados dos “Médicos em Luta" divulgados na quarta-feira, no serviço de Cirurgia Geral do hospital de Viana do Castelo 100% dos médicos pediram escusa a maior horas estraordinárias para além das 150 horas legalmente exigidas.
Em outubro, a urgência médico-cirúrgico da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que integra os hospitais de Viana do Castelo e Ponte de Lima, esteve encerrada entre sexta-feira e domingo devido à recusa dos médicos em fazer mais do que as 150 horas extraordinárias definidas pela lei.
As negociações entre o Ministério da Saúde e os sindicatos médicos iniciaram-se em 2022, mas a falta de acordo tem agudizado a luta dos profissionais, com greves e declarações de escusa ao trabalho extraordinário além das 150 horas anuais obrigatórias, o que tem provocado constrangimentos e fecho de serviços de urgência em hospitais de todo o país.
Esta situação levou o diretor executivo do SNS, Fernando Araújo, a avisar que se os médicos não chegarem a acordo com o Governo, novembro poderá ser o pior mês em 44 anos de SNS.