O eurodeputado José Manuel Fernandes, chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu e membro efetivo da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, manifestou-se contra a intenção de rotular as garrafas de vinho com mensagem negativas como acontece com os maços de cigarros.
«É inaceitável quererem - como muitos pretendem na União Europeia - rotular as garrafas de vinho com mensagens negativas, como aquelas que existem, por exemplo, nos maços de cigarros. O vinho consumido com moderação não faz mal», disse eurodeputado no final de uma reunião de trabalho na sub-região vinícola de Monção-Melgaço, numa altura em que decorrem ainda vindimas.
José Manuel Fernandes deslocou-se ao Alto Minho esta quinta-feira com o objectivo de conhecer de perto a realidade do sector, recolhendo as necessidades e eventuais contributos que possam surgir para o trabalho parlamentar que tem vindo a desenvolver. A visita foi ainda aproveitada por José Manuel Fernandes para dar a conhecer as medidas de apoio da União Europeia para as empresas do sector agrícola.
O eurodeputado visitou a Adega Cooperativa Regional de Monção, o Museu/Espaço Histórico e Cultural, assim como a adega Quintas de Melgaço.
No decorrer do encontro, o eurodeputado defendeu a valorização do setor agrícola, lembrando que «é essencial para a nossa soberania alimentar, para termos produtos de qualidade a preços acessíveis».
«Ao contrário do que muita gente pensa, os agricultores são os melhores amigos do ambiente. Ajudam à nossa economia e o setor da vinha é também ele muito importante», destacou.
José Manuel Fernandes deu o exemplo da Adega Cooperativa de Monção que tem cerca de 1.400 produtores ativos e comercializa duas marcas de vinhos de casta alvarinho que se confundem com o próprio território - “Muralhas” e “Deu-La-Deu”.
«Este é um trabalho que é absolutamente essencial para a nossa economia, pelo que os produtores devem ser acarinhados», assinalou, defendendo que Portugal «tem de diminuir a burocracia que muitas vezes coloca sempre na responsabilidade da União Europeia. Burocracia que só traz entrave, desmotivação e aumento de custos».
Para José Manuel Fernandes, o país deve também aproveitar «todos os fundos que existem para este sector», disponíveis quer no PRR, quer no Portugal 2030, no Programa Operacional Regional, que ainda nem abriu candidaturas nos recursos da agricultura, e através do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Rural.
«É fundamental que esses recursos sejam disponibilizados, não só para a vertente da modernização, mas também da eficiência energética», conclui o eurodeputado.
O chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu saiu deste encontro ainda mais convencido de que o acordo União Europeia - Mercosul «éimportantíssimo» para a agricultura portuguesa e para o têxtil e vestuário.