twitter

Universidade do Minho em projeto europeu que deverá criar 81 mil empregos até 2030

Universidade do Minho em projeto europeu que deverá criar 81 mil empregos até 2030
Fotografia DR

Redação

Publicado em 10 de setembro de 2023, às 11:22

“Graphene Flagship” é um dos maiores projetos europeus

  A Universidade do Minho anunciou ontem que o consórcio europeu do grafeno, no qual está diretamente envolvida a Escola de Ciências, deverá criar 81 mil empregos nos diversos países da União Europeia.

 «O Graphene Flagship – um dos maiores projetos científicos de sempre da União Europeia, com a participação da Universidade do Minho desde o início, deve gerar, até 2030, 81 mil e 600 empregos», disse em comunicado enviado ao Diário do Minho.

 O documento, o projeto estiDR ma criar 5,9 mil milhões de euros em valor acrescentado bruto no mercado dos materiais bidimensionais, como o grafeno. «Os dados são de um estudo do instituto alemão WifOR, apresentado ontem no congresso que findou os dez anos do projeto, em Gotemburgo, na Suécia», refere o documento da UMinho.

 Portugal entrou na investigação do grafeno através do investigador Nuno Peres, professor catedrático do Departamento/Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho, que colaborou com várias instituições internacionais em projetos de vanguarda. «Do laboratório para a sociedade, o Graphene Flagship originou 106 novos produtos, 17 empresas spin-off, 346 pedidos de patentes e 4900 publicações científicas.

 Este consórcio contou com mil milhões de euros de investimento e aliou 170 academias e empresas de 22 países», refere a nota de imprensa da UMinho,acrescentando que, «em Portugal, envolveu as universidades do Minho, Porto, Aveiro e Lisboa, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia e as empresas Graphenest, Glexyz e Sphere Ultrafast Photonics».

Segundo o comunicado, «a meta foi colocar a Europa na vanguarda da área e facilitar a comercialização do grafeno. Este material tem a espessura de um só átomo de carbono, sendo muito leve, flexível, condutor e resistente». Obtido de cristais de grafite em 2004, também presentes na ponta de um lápis, e alvo do Nobel da Física em 2010, p grafeno vai ser aplicado na próxima geração tecnológica, desde os transportes à biomedicina, eletrónica, energia e exploração espacial.