Algumas centenas de pessoas acompanharam ontem a majestosa procissão em honra de Santa Helena, na freguesia da Lage, Vila Verde, naquele que foi o último dia das festividades dedicada à patrona dos emigrantes.
Perto de 80 figurados e 15 andores incorporaram este cortejo religioso, que percorreu trajeto dos anos anteriores, desde a igreja paroquial até ao Monte de Santa Helena, sob intenso calor, o que levou a abrandar o ritmo e a fazer mais paragens.
Pela primeira vez, o Grupo de Acólitos da Paróquia da Lage levou a sua bandeira, benzida no dia 13 de agosto (domingo), na celebração do 12º aniversário dos acólitos formados, presidida pelo padre Constantino Vilela de Sousa.
A procissão integrou ainda a Confraria do Santíssimo Sacramento, a Confraria de Santa Helena, a Confraria de Santo António, o Agrupamento de Escuteiros da Lage e a Banda de Musical Paço de Sousa e a Associação Fanfarra da vila de Prado que abrilhantaram com a sua música este momento de fé e devoção ao longo de percurso de 1,5 Km sempre a subir.
Presidiu ao cortejo o arcipreste de Vila Verde, o padre Carlos Lopes, que no final pronunciou o sermão, na capela, diante de um número alargado de devotos de Santa Helena.
Marcaram também presença o vice-presidente da Câmara de Vila Verde, Manuel Lopes, os elementos do executivo da Junta de Freguesia da Lage.
Comissão de festas agradece reconhecimento do seu trabalho
A festa de Santa Helena chegou ontem ao fim após quatro dias marcados por espetáculos musicais, celebrações religiosas e fogo de artifício.
Em jeito de balanço, a Comissão de Festas manifestou-se satisfeita, destacando a grande afluência de pessoas nos principais dias dos festejos.
«Depois de um ano árduo de trabalho, é-nos grato verificar que o povo compareceu em grande número e gostou da festa. Nós só temos que agradecer aos lagenses e a pessoas de fora pelo reconhecimento do nosso trabalho», disse Cristiano Silva, um dos elementos da Comissão.
Para a Comissão, os concertos de música, nomeadamente os de Augusto Canário e Quim Barreiros, foram uma aposta ganha, pois concentraram verdadeiras multidões no recinto.
A chuva, na noite de sexta e na manhã de sábado, acabou por «desiludir um pouco», mas, referiu, não tirou a grandeza às festividades.
O vice-presidente da Câmara de Vila Verde, Manuel Lopes, destacou, aquando da procissão, o «grande simbolismo» desta festa para a comunidade lagense e a sua «longa tradição secular» no concelho de Vila Verde.
No sermão, o padre Carlos Lopes, partindo da Liturgia do dia e lembrando a vida de Santa Helena, aludiu para a importância do saber acolher o próximo, com o amor que vem de Deus.
«Santa Helena percebeu que o grande sinal de Deus é de facto o amor, sinal que é visível na Cruz», disse o sacerdote.
Neste contexto, o padre Carlos Lopes enalteceu o carinho que a freguesia da Lage expressa nesta festa pelos filhos da terra que estão no estrangeiro.






