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Comerciantes querem que Câmara de Caminha revogue corte de ruas no centro histórico

Comerciantes querem que Câmara de Caminha revogue corte de ruas no centro histórico
Fotografia CM Caminha

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 04 de julho de 2023, às 17:17

Mais de meia centena de comerciantes querem que a Câmara de Caminha revogue o corte de trânsito em duas artérias no centro histórico, previsto até 03 de setembro, defendendo que o mesmo "não favorece o comércio local".

No abaixo-assinado, subscrito por 79 pessoas, os comerciantes apelam ao presidente da Câmara Municipal de Caminha para que o corte de trânsito e estacionamento na Rua de São João e Praça Conselheiro Silva Torres, entre a entrada para o parque de estacionamento do tribunal e a Rua Visconde Sousa Rego, "seja de imediato" revogado.

Em causa está a proibição de trânsito e estacionamento em duas artérias situadas no centro histórico de Caminha aos fins de semana, nomeadamente, entre as 22:00 de sexta-feira e as 22:00 de domingo, de 23 de junho a 03 de setembro.

Os comerciantes pedem que a decisão "apenas seja aplicada em ocasiões excecionais a justificar pelo município", sem menosprezar o interesse da atividade comercial e dos moradores.

No documento, os comerciantes afirmam que não foram ouvidos ou avisados sobre esta interdição, que, defendem, "não favorece o comércio local nem aumenta a circulação pedonal nestas artérias".

"Como ficou confirmado no passado fim de semana de 23 a 25 de junho, com a diminuição imediata da afluência de pessoas e consequentemente diminuição da faturação dos estabelecimentos", adiantam.

Para os comerciantes, esta decisão causará prejuízos "mais significativos e com maior impacto", tendo em conta os meses em que decorre.

"As perdas da falta de negócio provocadas pelo pouco movimento obrigarão a cortes nos horários de funcionamento dos estabelecimentos e ao despedimento de funcionários, contribuindo também para a desertificação destas artérias à semelhança do que já acontece noutras ruas do concelho", consideram, acrescentando que a situação levará ao "encerramento de várias lojas".

"A restrição ao trânsito e a consequente perda de movimento causa avultados prejuízos financeiros aos nossos negócios que também se alavancam com o movimento dos fins de semana e diminui a possibilidade de captar novos negócios ou investimentos tão necessários à dinamização do centro histórico", sustentam.

A Lusa contactou a Câmara de Caminha, mas até ao momento não obteve resposta.

Em 21 de junho, numa publicação na página oficial, a Câmara de Caminha explicava que, à semelhança de anos anteriores, algumas das principais artérias do concelho seriam "vedadas ao trânsito autómovel ao sábado e ao domingo" para atrair visitantes ao centro histórico e dinamizar o comércio.