Pouco passava das 17h45 quando o ex-jornalista saiu de uma unidade de restauração, onde havia comprado a refeição para o jantar, e nunca mais foi visto.
Familiares estranharam a ausência demorada e alertaram as autoridades para o desaparecimento.
Pistas? Havia duas. Alberto Serra tinha estabelecido contacto com os bombeiros e a linha de apoio do seguro automóvel pelas 18h30, dando conta que precisava de um reboque, mas sem precisar a localização.
No entanto o telemóvel deixou de dar sinal, levando a que o reboque não localizasse o condutor. Com o chegar da noite e com as temperaturas a rondar os zero graus, a preocupação junto das autoridades e bombeiros aumentava. Alberto Serra corria risco de vida.
«Foram realizadas buscas em Barcelos e Esposende. Foi batida uma enorme área, Na margem sul e norte do Cávado, entre freguesias de Curvos, Palmeira de Faro, Vila Cova, Perelhal, Mariz, assim como Rio Tinto, Fonte Boa, Fornelos e Mereces», referiu o comandante dos BV Barcelinhos, José Beleza.
Desconhece-se as razões que levaram Alberto Serra a desviar-se da trajetória de regresso a casa (em Marinhas - Esposende) que devia ter sido feito pela EN205-1, via Fão. Uma desorientação momentânea pode ter levado o ex-jornalista "a passar o ano" junto a uns moinhos abandonados, numa espécie recanto fluvial, tendo apenas como abrigo o carro imobilizado.
Acabou por ser uma patrulha da GNR, do lado da margem norte do rio Cávado, nomeadamente em Mariz e já perto das 06h00 da madrugada de hoje, a dar com a vítima, que ao ver as luzes do carro patrulha e foco dos militares do outro lado da margem, deu sinal de alerta recorrendo à voz.
De imediato se dirigiram para o local, na freguesia de Fornelos, os BV Barcelinhos e a GNR.
«A vítima estava estável e cooperante. Foi encaminhada para o Hospital de Barcelos por precaução, pois esteve muitas horas exposta ao frio com temperaturas muito baixas», disse o comandante José Beleza.
A GNR de Barcelos tomou conta da ocorrência que mobilizou mais de 25 operacionais.

Autor: Nuno Cerqueira