«Do total de pessoas que estavam desempregadas no segundo trimestre de 2022, 53,9% (160,9 mil) permaneceram nesse estado no terceiro trimestre de 2022, 26,1% (78,1 mil) transitaram para o emprego e 20,0% (59,8 mil) transitaram para a inatividade», referem as estatísticas de fluxos entre estados do mercado de trabalho para o terceiro trimestre. O INE acrescenta que cerca de um terço dos desempregados (32,6%/47,9 mil) e um sétimo da «força de trabalho potencial» (14,%/22,5 mil) do segundo trimestre transitou para o emprego entre julho e setembro.
No período em análise, 12% (86,7 mil) das pessoas que estavam em trabalho por contra própria transitaram para trabalho por contra de outrem, ao passo que «1,6% (65,2 mil) das pessoas que tinham um trabalho por conta de outrem transitaram para um trabalho por conta própria». Do total de trabalhadores por conta de outrem que entre abril e junho tinham um contrato de trabalho com termo ou outro tipo de contrato, 19,3% (129,2 mil) passaram a ter um contrato sem termo nos três meses seguintes.
Os dados do instituto estatístico acrescentam que «cerca de um em cada quatro empregados a tempo parcial (24,1%/94,2 mil) no segundo trimestre de 2022 passou a trabalhar a tempo completo no terceiro trimestre de 2022». Já a percentagem de pessoas que permaneceram empregadas entre o segundo e o terceiro trimestre do ano mas que mudaram de emprego «diminuiu 0,4 pontos percentuais em relação aos últimos dois trimestres, fixando-se nos 3,1% (145,7 mil)».
Do total e em relação ao segundo trimestre, 96,5% (4,73 milhões) permaneceram empregadas, 1,1% (55,1 mil) passaram para o desemprego e 2,3% (114,9 mil) para a inatividade entre julho e setembro. O fluxo líquido do emprego (total de entradas menos total de saídas) «foi de sinal positivo e estimado em 27,3 mil pessoas». No que respeita ao fluxo líquido do desemprego, este «foi de sinal positivo e estimado em 7,0 mil pessoas», o que «resulta do total de pessoas que transitaram para o desemprego (144,8 mil) ter sido superior ao total das pessoas que saíram desse estado (137,9 mil)».
Autor: Redação/Lusa