Os trabalhadores da CP e da IP cumprem esta sexta-feira o primeiro de dois dias greve, para reivindicar um prémio financeiro que compense a perda de poder de compra em 2022. A greve, que decorre esta sexta-feira e no dia 26, foi convocada por uma plataforma de vários sindicatos que representam os trabalhadores da CP e da IP, que exigem um prémio financeiro que compense a perda do poder de compra verificado no ano 2022, a atualização do subsídio de alimentação e o fim da «discriminação entre trabalhadores».
A CP colocou na quinta-feira uma nota no seu site a alertar para a previsão de «perturbações na circulação de comboios, a nível nacional», «com possível impacto nos dias anteriores e seguintes aos períodos de greve», lamentando ainda os transtornos causados. Os clientes que já tinham comprado bilhetes para comboios cancelados podem pedir o reembolso total do valor, até dez dias após terminada a greve, ou a revalidação gratuita para outro comboio da mesma categoria.
A plataforma que convocou a greve inclui a ASCEF - Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária, a ASSIFECO - Associação Sindical Independente, o FENTCOP - Sindicato Nacional dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas, o SINDEFER - Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia, o SINFA - Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários de Infraestruturas e Afins, o SINFB - Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários, o SIOFA - Sindicato Independente dos Operacionais e Afins e o STF - Sindicato dos Transportes Ferroviários.
A paralisação tem uma duração de 24 horas tanto esta sexta-feira como no dia 26 e prevê ainda uma «greve ao trabalho suplementar, incluindo feriados e dias de descanso semanal, desde a meia noite de 23/12 à meia noite de 2 de janeiro de 2023». Os trabalhadores da CP e IP estiveram em greve no passado dia 30 de novembro, o que levou ao cancelamento de centenas de comboios.
Autor: Redação/Lusa