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Ministro da Educação diz que João Costa foi "sério e rigoroso" ao assumir responsabilidades no PISA

Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 10 de setembro de 2026, às 15:09

Para o ministro da Educação, estes resultados são “um problema” para o país

O ministro da Educação, Ciência e Inovação considerou hoje que o ex-ministro socialista João Costa foi “bastante sério e rigoroso” ao assumir responsabilidades pelos maus resultados dos alunos portugueses no estudo internacional PISA 2025.

“O ex-ministro João Costa foi bastante sério, rigoroso, é um académico, também esperaria isso dele. Os resultados de um exame que é feito em 2025, quando houve um Governo que esteve oito anos e meio no poder, e que teve um secretário de Estado, que era o professor João Costa, que tinha a responsabilidade que tinha quando foi ministro nos últimos dois anos, obviamente, [que] as aprendizagens em 2025 não são responsabilidade de um Governo que entrou a meio de 2024. [essa posição] Trouxe seriedade à discussão”, disse Fernando Alexandre, em Braga.

O antigo ministro socialista da Educação João Costa referiu que seria “irresponsável” não assumir o papel que teve perante os maus resultados dos alunos portugueses no estudo internacional PISA, e que o atual Governo não se deve sentir responsável por esses resultados.

Para alguns elementos do PS, estas declarações não significam um assumir de responsabilidades por parte do antigo governante.

“O professor João Costa reconheceu a responsabilidade que tinha, isso foi evidente”, respondeu o ministro da Educação aos jornalistas, após a inauguração da residência universitária Confiança, em Braga.

Os estudantes portugueses que realizaram as provas em 2025 tiveram um desempenho a Leitura pior do que em 2000 e a Matemática obtiveram resultados médios semelhantes aos registados em 2003. Portugal participou pela primeira vez no PISA em 2000, tendo os alunos ficado entre os piores classificados, muito abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Para o ministro da Educação, estes resultados são “um problema” para o país, defendendo a necessidade de se repensar as políticas educativas, pois, lembrou, são dois exercícios de avaliação seguidos em que Portugal tem uma “grande perda de aprendizagens”, o que deve “preocupar todos”, enquanto país, e “não partidarizar” o tema.

“É preciso perceber nas políticas do Governo do Partido Socialista o que é que falhou e corrigirmos. Nós já estamos a corrigir algumas. Esta quebra é uma quebra que também se verificou em muitos países da OCDE e há aqui um fator que é muito evidente e que nós atuamos desde que chegamos: que são as redes sociais, é a utilização dos telemóveis”, sublinhou o governante.

Fernando Alexandre diz que o Governo PS “não atuou nessa dimensão”, por considerar ser uma matéria do âmbito da autonomia das escolas.

“E nós, de facto, instituímos a proibição, que este ano terá também efeitos no terceiro ciclo. Penso que esse é um dos efeitos que é transversal a todos os países da OCDE”, salientou o ministro.

Além da proibição do uso de telemóvel nas escolas até ao 9.º ano, Fernando Alexandre apontou outra falha que o atual Governo tem vindo a corrigir.

“O facto de nos últimos dois anos letivos termos tido tranquilidade nas escolas, que tivemos, os professores voltaram a fazer aquilo que melhor sabem fazer, que é estar concentrados na sua atividade dentro da sala de aula, contrasta também com aquilo que aconteceu nos anos anteriores, em que tínhamos os professores na rua em manifestações, o que gerava uma grande perturbação na escola e muita perda de dias de aulas dos alunos”, explicou o ministro da Educação.