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Ventura confirma que PJ lhe pediu imagens do gabinete e defende segurança “mais apertada” na AR

Ventura confirma que PJ lhe pediu imagens do gabinete e defende segurança “mais apertada” na AR
Fotografia José Coelho/Lusa

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 29 de julho de 2026, às 20:18

Ventura pediu que os documentos sejam recuperados “porque é material importante e também material político”.

O presidente do Chega confirmou hoje que a Polícia Judiciária lhe pediu imagens do seu gabinete no Parlamento antes da alegada invasão e disse que o partido vai reforçar as medidas de segurança e defendeu que também a Assembleia o deve fazer.

Na terça-feira de manhã, o presidente do Chega divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que o seu gabinete na Assembleia da República teria sido invadido e remexido. A Polícia Judiciária (PJ) efetuou diligências no local, através da Unidade Nacional Contraterrorismo.

Mais tarde, André Ventura indicou que desapareceram no seu gabinete documentos relacionados com o primeiro-ministro e com a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor da PJ que o partido propôs criar.

Em declarações aos jornalistas na sede do partido, o líder do Chega confirmou que a PJ lhe pediu “imagens anteriores ao sucedido do gabinete” e quis saber se as ‘pen’ “que tinham desaparecido tinham sido colocadas alguma vez no computador”.

Ventura pediu que os documentos sejam recuperados “porque é material importante e também material político”.

O presidente do Chega disse também que não tem cópias das informações que terão desaparecido e indicou que vai ter de “pedir a quem as passou e a quem as transmitiu, que se puder faça chegar”.

O deputado disse que o Chega vai reforçar as medidas de segurança em todos os gabinetes atribuídos ao partido no Parlamento e disse ter falado com o presidente da Assembleia da República e “ficou claro que vai ter que ser definida uma nova e mais apertada estratégia de segurança”.

André Ventura afirmou que outros deputados transmitiram que “já várias coisas foram roubadas, e algumas delas sensíveis”, como o ex-deputado do PSD Duarte Pacheco, e considerou que isso “deve levar a PJ a diligenciar no sentido de garantir que isto não volta a acontecer”.

O presidente do Chega voltou a dizer que tinha o gabinete aberto “para uma circulação fácil” e também porque “essa era a boa tradição do Parlamento”.

“Se o Parlamento passar a ter que ser tratado como uma dependência bancária em que tudo tem que estar fechado a sete chaves, tem que haver câmaras de vigilância por todo o lado, é porque, sinceramente, a seriedade não é muita”, defendeu.