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Trabalhadores da saúde em greve a 04 e 05 de maio

Trabalhadores da saúde em greve a 04 e 05 de maio
Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 29 de abril de 2026, às 17:12

Segundo pré-aviso do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos

Os trabalhadores da saúde vão estar em greve a 4 e 5 de maio para reivindicar melhores salários e condições de dignas de trabalho, anunciou o sindicato que convocou a paralisação nacional.

“A greve abrangerá todos os trabalhadores do setor da saúde, independentemente do vínculo, carreira ou filiação sindical, e decorrerá entre as 00:00 e as 24:00 dos dias 04 e 05 de maio”, refere o pré-aviso do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) consultado hoje pela Lusa.

Com esta paralisação, o sindicato exige do Governo e das entidades empregadoras, entre outras medidas, a “reposição dos pontos retirados aos trabalhadores” no âmbito do sistema de avaliação, a “contratação urgente” de pessoal, que permita terminar com o "uso e abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo", e a reposição das “horas não pagas e não gozadas”.

A estrutura sindical justifica ainda os dois dias de greve com a necessidade de os trabalhadores do setor se manifestarem contra o pacote laboral apresentado pelo Governo, estando agendada para a manhã de 05 de maio uma manifestação junto ao Hospital Santa Maria, em Lisboa.

Os profissionais que trabalham na saúde estão em “exaustão prolongada”, alertou o sindicato, que pretende dialogar com o Governo sobre estas matérias, alegando que o “silêncio e a indiferença já não são opções”.

“O STTS não aceita mais que quem cuida dos outros seja tratado com desprezo. Exigimos o que é nosso por direito, valorização, salários justos e condições de trabalho dignas”, salientou o sindicato, que garante o cumprimento dos serviços mínimos decretados para esta greve pelo tribunal arbitral.

De acordo com a decisão, os meios humanos necessários para assegurar os serviços mínimos serão os que, em cada unidade de saúde, forem disponibilizados, em cada turno, para garantir o seu funcionamento aos domingos e feriados, não podendo ultrapassar-se o número de trabalhadores de um dia útil em cada serviço.

Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social para exigir ao Governo que “resolva vários problemas” para permitir dignificar a profissão.

Segundo o SEP, para 12 de maio, coincidindo com o Dia Internacional do Enfermeiro, está prevista também uma manifestação em Lisboa, que vai partir do Campo Pequeno, terminando junto ao Ministério da Saúde.

É uma greve e uma manifestação pela “dignidade dos enfermeiros e pela dignificação da enfermagem”, salientou o presidente do SEP, José Carlos Martins, para quem, apesar de estarem a decorrer negociações com o Governo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, “importa resolver problemas” que estão a afetar esses profissionais de saúde há vários anos.