twitter

António José Seguro e André Ventura disputam a 2ª volta das presidenciais

António José Seguro e André Ventura disputam a 2ª volta das presidenciais
Fotografia DR

Publicado em 18 de janeiro de 2026, às 23:39

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para o dia 8 de fevereiro.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para o dia 8 de fevereiro, depois de terem sido os dois candidatos mais votados na primeira volta. António José Seguro obteve 31,21% dos votos, enquanto André Ventura alcanço 23,29%, segundo dados do Ministério da Administração Interna, apurados até ao momento.

Na contagem nacional, António José Seguro foi o candidato mais votado na esmagadora maioria do território, vencendo em todos os distritos do país com exceção de Faro, em Portugal Continental, e no Arquipélago da Madeira, onde a vitória pertenceu a André Ventura, com 33,02% e 33,40%, respetivamente. O resultado confirma uma distribuição geográfica assimétrica do voto, com Ventura a concentrar o seu melhor desempenho no Algarve e na Madeira, enquanto Seguro liderou no restante território continental e no Arquipélago dos Açores.

Na terceira posição ficou João Cotrim de Figueiredo, com 16,01%, seguido de Henrique Gouveia e Melo, que obteve 12,41%. Luís Marques Mendes terminou a primeira volta com 11,34%, à frente de Catarina Martins, que reuniu 2,05% dos votos, e de António Filipe, com 1,65%.

Mais atrás, ficaram Manuel João Vieira (1,08%), Jorge Pinto (0,68%), André Pestana da Silva (0,19%) e Humberto Correia (0,08%), todos com votações residuais a nível nacional.

Quanto à taxa de abstenção, ainda que inferior à de 2021, fixa-se nos 38,50%. Em relação à contagem de votos nulos, a taxa é de 1,14%, e a taxa de votos em branco, um pouco mais abaixo, situa-se nos 1,07%.

No rescaldo da primeira volta, os principais partidos e candidaturas à esquerda anunciaram o endosso dos seus votos a António José Seguro, apelando à concentração do eleitorado na segunda volta. Do lado da direita, André Ventura procurará agora alargar a sua base eleitoral para além dos distritos onde obteve maior expressão.

Desde 1986, que não havia uma eleição presidencial com direito a segunda volta, em Portugal. 
O Presidente da República tem de ser eleito com mais de 50% dos votos.