O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidadã portuguesa que estava desaparecida após o incêndio ocorrido numa estância de esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Quer as autoridades suíças, quer o Estado português já apresentaram condolências à família”, indica o executivo num curto comunicado.
No incêndio ficou também ferida uma outra cidadã portuguesa, que se encontra, contudo, livre de perigo.
O anúncio do Governo português surge no mesmo dia em que a polícia suíça identificou mais 16 vítimas do incêndio da véspera de Ano Novo em Crans-Montana, elevando o número de vítimas confirmadas para 24, de um total de 40 mortos.
Com a vítima portuguesa, o total sobe para 25 corpos identificados.
Em comunicado, a polícia suíça também informou que os corpos das vítimas recém-identificadas já foram entregues às suas famílias.
Os corpos de 24 pessoas, entre as quais 11 menores e seis estrangeiros, foram identificados após o incêndio mortal num bar em Crans-Montana, na Suíça, na noite de Ano Novo, que causou 40 mortos e 119 feridos, anunciou a polícia cantonal do Valais.
Além dos oito suíços previamente identificados, as autoridades cantonais anunciaram a identificação de outros dez suíços (quatro mulheres e seis homens) com idades entre 14 e 31 anos, dois italianos de 16 anos, um francês de 39 anos, um cidadão com dupla nacionalidade italiana e emiradense de 16 anos, um romeno de 18 anos e um turco de 18 anos.
Num comunicado, a polícia indica que também procedeu à devolução às famílias das vítimas identificadas, todas elas falecidas no sinistro que teve origem no bar “Le Constellation”.
A tarefa de identificação está a ser realizada pela Polícia Cantonal do Valais e pelo Instituto de Medicina Legal da Suíça.
Segundo o comunicado, está-se a trabalhar para identificar todas as vítimas, tanto as mortas como as feridas. A Polícia Cantonal do Valais publicará qualquer nova informação assim que estiver disponível.
No incêndio, 119 pessoas ficaram feridas, entre elas uma cidadã portuguesa, a maioria com queimaduras muito graves e extensas.
As autoridades indicaram que não fornecerão mais informações sobre as mortes por respeito à privacidade das vítimas e das suas famílias.