twitter

Governo promete corrigir erros identificados nos fogos de setembro

Governo promete corrigir erros identificados nos fogos de setembro
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 11 de outubro de 2024, às 10:46

O Governo garantiu hoje que “todos os meios” estavam no terreno a combater os incêndios na terceira semana de setembro e prometeu que “tudo fará” para melhorar e corrigir eventuais erros que sejam identificados.

 

“Este Governo tudo fez e tudo fará para melhorar tudo o que deve e pode ser melhorado e tudo fará para aprender com eventuais erros que sejam identificados e depois corrigi-los”, disse o secretário de Estado da Proteção Civil, no debate de urgência, requerido pelo Chega, sobre "os incêndios e falhas no seu combate".

Paulo Simões Pereira remeteu uma análise para os relatórios sobre os incêndios de setembro que estão a ser feitos e que vão “permitir identificar aspetos positivos e aqueles que deverão ser melhorados”.

Aos deputados, o secretário de Estado indicou que o dispositivo de combate a fogos de 2024 teve na fase mais crítica “a prontidão máxima possível”, que se traduziu “no maior empenhamento de meios de sempre e evitou que o pior acontecesse tendo em conta a severidade das condições meteorológica e do número de ignições” de fogo.

Paulo Simões Pereira deu conta que entre os dias 15 e 19 de setembro verificaram-se “mais de 1.000 ignições, das quais 400 em período noturno, estes dados por si só já representam o esforço e o 'stress' num sistema quer tem recursos infinitos”.

“Apesar do peso da infelicidade que nos aconteceu, podem os portugueses saber que todos os meios à disposição estavam no terreno e atuaram no limite das suas capacidades”, precisou.

O secretário de Estado disse ainda que 35% dos incêndios rurais registados este ano tiveram como causa o incendiarismo e que se traduziram em 80.000 hectares de área ardida.

Nove pessoas morreram e 175 ficaram feridas devido aos incêndios que atingiram a terceira semana de setembro sobretudo as regiões Norte e Centro do país. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil exclui desta contagem os dois civis que morreram de doença súbita.

Estes incêndios provocaram 135 mil hectares de área ardida, segundo o sistema europeu Copernicus e destruíram dezenas de casas.