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Ministro da Defesa diz que se deve “valorizar a força e a unidade da NATO”

Ministro da Defesa diz que se deve “valorizar a força e a unidade da NATO”
Fotografia Lusa

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 07 de abril de 2024, às 16:12

Nuno Melo assegura a lealdade do Governo à segurança coletiva que esta organização promove.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, defendeu este domingo que se deve valorizar a força e a unidade da NATO, assegurando lealdade do Governo à segurança coletiva que esta organização promove.

“Neste século XXI, os portugueses também viram eclodir na Europa uma guerra inaceitável, nascida da invasão de um Estado soberano por outro, em termos violentos e com o propósito que é ocupação, numa violação gravíssima do direito internacional”, afirmou na Batalha (Leiria) Nuno Melo, referindo-se à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Considerando que este conflito “põe à prova a solidez dos aliados democráticos e livres”, o ministro salientou que “esta guerra fez muita gente pensar na necessidade de ter uma defesa competente para garantir uma paz duradoura”. “Nesta semana em que se assinalam os 75 anos da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte, na sigla inglesa], quero recordar aqui o verdadeiro sentido das coisas, a NATO venceu a chamada ‘guerra fria’ sem disparar armas, por ser política e operacionalmente forte”, realçou, nas comemorações do 106.º aniversário da Batalha de La Lys e do Dia do Combatente.

Para o governante, “agora que as ameaças estão de volta, num tempo em que o conflito está demasiado perto das fronteiras da União Europeia e da NATO”, deve-se "valorizar a força e a unidade da NATO”. “É nossa obrigação trabalhar pelo presente e pelo futuro do vínculo transatlântico”, sustentou.

Nuno Melo recordou ainda que “o século XX foi um século muito pesado para os europeus que, neste continente, viram acontecer duas guerras mundiais e, através delas, o confronto entre modelos totalitários e democráticos”. “A construção do projeto europeu foi, desde o início, um projeto para garantir a paz, a reconstrução e a prosperidade. E a estabilidade do sistema de alianças de segurança e defesa é um bem importante para os portugueses e os povos que prezam a liberdade”, observou.

Neste contexto, assinalou a lealdade do país “ao sistema e às missões das Nações Unidas”, aos “propósitos e às missões da União Europeia”, e “à segurança coletiva garantida pela NATO e pelas suas missões”, considerando que “são três pilares inestimáveis de um consenso alargado e patriótico em torno da política de defesa que, após o 25 de Abril, foi laboriosamente construído e mantido pelos governos constitucionais”. “Assim continuará a ser”, prometeu o governante, acrescentando neste âmbito as missões e programas da cooperação militar nacional “orientada para o reforço útil dos laços” com os países lusófonos.