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Portugal condena disparo de míssil balístico intercontinental por Pyongyang

Portugal condena disparo de míssil balístico intercontinental por Pyongyang
Fotografia Twitter

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 19 de dezembro de 2023, às 09:00

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou veementemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental (ICBM), alertando que representa “uma ameaça à paz e à segurança internacionais”.

 

“Portugal condena veementemente o lançamento pela República Popular Democrática da Coreia de mais um míssil balístico intercontinental. É uma violação das resoluções do CS [Conselho de Segurança] das Nações Unidas, uma ameaça à paz e à segurança internacionais e arrisca o aumento das tensões militares na região”, pode ler-se num comunicado divulgado pelo ministério liderado por João Gomes Cravinho.

A Coreia do Norte lançou hoje um míssil balístico intercontinental em direção ao mar do Japão.

Este foi o quinto lançamento de um míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte neste ano. Este último teste balístico ocorreu poucas horas após o lançamento de um míssil de curto alcance.

O Presidente da Coreia do Sul pediu uma resposta imediata, em coordenação com Estados Unidos e Japão, ao mais recente lançamento de um míssil balístico intercontinental realizado pela Coreia do Norte, com as autoridades sul-coreanas a afirmaram que os recentes lançamentos constituem uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que proíbem a Coreia do Norte de utilizar tecnologia de mísseis balísticos.

Os Estados Unidos e o Japão também condenaram o lançamento de um ICBM, com o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano a alertar, em comunicado, que os lançamentos "representam uma ameaça para os vizinhos da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] e comprometem a segurança regional".

Pequim, por sua vez, garantiu hoje o “firme apoio” do seu país à Coreia do Norte, após o lançamento por Pyongyang.

A China, que partilha uma fronteira comum com a Coreia do Norte, é o principal parceiro político e económico do país, alvo de uma série de sanções internacionais.

Os últimos lançamentos ocorrem precisamente depois de Seul e Washington terem abordado uma futura estratégia de dissuasão nuclear em relação a Pyongyang e coincidem com a comemoração do 12º aniversário da morte do antigo líder norte-coreano Kim Jong-il, pai do atual líder do país, Kim Jong-un.

Também nas últimas horas, um submarino norte-americano com propulsão nuclear chegou à cidade portuária sul-coreana de Busan, precisamente num contexto de crescente preocupação com a possibilidade de a Coreia do Norte lançar um míssil intercontinental.