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Governo estima que um milhão de famílias pode ser abrangida pela fixação da prestação do crédito

Governo estima que um milhão de famílias pode ser abrangida pela fixação da prestação do crédito
Fotografia Partido Socialista

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 21 de setembro de 2023, às 17:26

O ministro das Finanças disse hoje que cerca de um milhão de famílias pode ser abrangida pela medida que permite fixar a prestação do crédito à habitação por um período de dois anos por um valor inferior ao atual.

 

"A estimativa que nós temos é que o número de famílias abrangidas pode chegar às 900 mil, um milhão", disse, Fernando Medina em conferência de imprensa, em Leiria, no final do Conselho de Ministros.

O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, um regime que permite fixar a prestação dos créditos à habitação própria e permanente, com taxa de juro variável, durante dois anos.

“As famílias portuguesas precisam de tranquilidade (…). A medida estabiliza a prestação num valor inferior ao que é hoje” pago ao banco, explicou Fernando Medina.

O governante disse que esta medida “abrange a quase totalidade dos créditos à habitação a taxa variável e taxa mista do país”, incluindo "também todos os contratos que tenham sido renegociados recentemente com os bancos e que tenham sido alvo de transferência de um banco para o outro”.

No final de 2022, segundo dados do Banco de Portugal, os bancos tinham em carteira cerca de 1,5 milhões de contratos de crédito à habitação (a taxa variável, taxa fixa ou taxa mista). Em julho deste ano, ainda segundo o Banco de Portugal, havia dois milhões de clientes com crédito à habitação.

Com esta medida, os clientes podem pedir a revisão da sua prestação sendo que nessa revisão, o indexante, a taxa de juro implícita, não ultrapassa os 70% da Euribor a 6 meses.

Durante dois anos os clientes pagam de prestação esse valor. Quando acabarem esses dois anos a prestação assume o seu valor 'normal' (com o indexante da altura totalmente refletido). Terminada esta fase de quatro anos, a pessoa vai pagar em anos restantes do empréstimo o capital não pago enquanto beneficiou durante dois anos.

Medina disse que os bancos “têm de assegurar que esta opção não aumenta o valor do capital em dívida”.

O ministro das Finanças disse ainda que os clientes que aderirem a este regime podem sair dele se as taxas vierem a baixar e lhes for mais favorável pagar a prestação ao banco na fórmula original.