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JMJ: Setecentos franceses vão chegar à Batalha em autocarros e com “muitos camiões” para a logística

JMJ: Setecentos franceses vão chegar à Batalha em autocarros e com “muitos camiões” para a logística
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 26 de julho de 2023, às 16:45

Setecentos jovens franceses vão ficar instalados na Batalha, distrito de Leiria, onde chegam em autocarros, acompanhados por muitos camiões que vão assegurar a logística do grupo na Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Seremos 35 padres, 60 seminaristas, cinco religiosas, quatro casais e três médicos, no total 700 franceses, que se deslocam em 10 autocarros”, disse à agência Lusa o diácono Bernard de La Rochefoucauld, adiantando que por avião vão chegar 100 alemães que se juntam ao grupo da Rota de Saint-Martin.

A Rota de Saint-Martin, promovida pelos padres da comunidade com o mesmo nome, sediada em Evron, é uma peregrinação que oferece aos jovens com vontade de aprofundar a sua vida cristã a possibilidade de fazer um caminho espiritual intenso.

Há seis anos, seminaristas da Comunidade de Saint-Martin já tinham estado em peregrinação na Batalha, vila que marcou pela sua “grande beleza”.

Segundo Bernard de La Rochefoucauld, também responsável da comunicação da Rota de Saint-Martin, os franceses que vão estar na Batalha são oriundos de todas as regiões de França e “de numerosas paróquias”.

“Iremos deslocar-nos com muitos camiões que vão assegurar a logística no percurso”, como a alimentação, referiu, assegurando que “é toda uma organização que funciona bem graças à experiência de anos anteriores”.

Há anos que esta rota existe e esta é a quarta vez que participam numa JMJ. “Em cada ocasião, fazemos uma parte do trajeto a pé, como os peregrinos”, esclareceu.

Na Batalha, o grupo vai ficar alojado na escola básica e secundária a partir de sábado e até dia 01 de agosto, tendo previstas deslocações a Alcobaça e a Fátima, e vai participar em celebrações religiosas.

“É também uma oportunidade para descobrir lugares, vilas e paisagens”, realçou Bernard de La Rochefoucauld.

Na manhã de terça-feira, as 800 pessoas partem para Lisboa, onde esperam viver a JMJ num “verdadeiro tempo de partilha e alegria, de encontros, com os jovens, mas também com Cristo, crescendo na fé e no amor à Igreja”, e “aproveitando este encontro em torno do Santo Padre para rezar por ele e pela sua missão”.

O grupo parte de regresso a França via Toledo (Espanha) no dia 07 de agosto, fortalecidos “por este intenso momento espiritual e universal”.

“Esta viagem será também uma oportunidade para aprofundar o conhecimento de Portugal e da sua Igreja. A nossa primeira visita já nos marcou, esta será uma oportunidade para criarmos laços”, acrescentou o diácono.

Além destas 800 pessoas, a Paróquia da Batalha vai receber mais 588 jovens, do Gabão, dos Estados Unidos da América, da Colômbia e outros franceses, disse à Lusa Elsa Costa, responsável da equipa de acolhimento local.

“Parte destes jovens vai ficar instalada no Centro Paroquial da Batalha, no auditório do campo sintético, na casa do Rancho Folclórico Rosas do Lena, no quartel dos Bombeiros Voluntários da Batalha”, disse Elsa Costa.

Os restantes em famílias de acolhimento nos concelhos da Batalha, Porto de Mós e Alcobaça.

Do programa disponibilizado para estes jovens constam celebrações religiosas, como missas, procissão das velas, vigília e a peregrinação ao Santuário de Fátima, além de momentos gastronómicos, como um festival das sopas, e iniciativas culturais, incluindo o festival do peregrino, sendo que todas as atividades estão abertas, também, à comunidade.

“Espero que todos se divirtam muito e que a Batalha lhes fique na memória e no coração”, declarou Elsa Costa.

Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Lisboa para a JMJ, com o Papa Francisco, de 01 a 06 de agosto.

O Papa, primeiro a inscrever-se na JMJ, chega a Lisboa no dia 02 de agosto, tendo prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima no dia 05 para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a jornada nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso de um encontro com jovens em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, e no Parque Eduardo VII, no centro da capital.