twitter

Fenprof estima que greve tenha impedido realização de cerca de 15 mil provas

Fenprof estima que greve tenha impedido realização de cerca de 15 mil provas
Fotografia Lusa

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 21 de junho de 2023, às 11:03

Esta terça-feira foi a vez de os alunos do 2.º ano serem avaliados a Matemática.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estima que a greve de docentes tenha impedido esta terça-feira a realização de cerca de 15 mil provas de aferição do 2.º ano em centenas de escolas.

Depois da prova de Português na quinta-feira, esta terça-feira foi a vez de os alunos do 2.º ano serem avaliados a Matemática. No entanto, muitas acabaram por não se realizar devido à paralisação para a qual não tinham sido decretados serviços mínimos. Em comunicado, a Fenprof, que integra a plataforma de nove organizações sindicais que convocou a greve aponta que cerca de 15 mil alunos não fizeram a prova, à semelhança do que já tinha acontecido na semana passada.

Para a federação, a adesão registada nos dois dias confirma “que os professores, tal como afirmam, não estão dispostos a parar a luta”. “Houve ainda casos em que a não realização das provas decorreu de problemas técnicos e também da decisão de pais que, discordando destas provas, não permitiram que os seus filhos e educandos as realizassem”, acrescenta o comunicado.

Este ano as provas de aferição realizaram-se em formato digital por todos os alunos, incluindo os mais novos. A medida tem sido contestada por professores, diretores e pais, que consideram que as crianças não têm ainda autonomia suficiente para aquele formato.  Além da greve às provas de aferição, a plataforma sindical tem também em curso uma greve às provas finais do 3.º ciclo e aos exames nacionais do ensino secundário, que começaram na segunda-feira, estas com serviços mínimos.

Os professores estão em greve pela recuperação do restante tempo de serviço que esteve congelado, e que corresponde a seis anos, seis meses e 23 dias.

Durante a manhã desta terça-feira, o secretário-geral da Fenprof já tinha afirmado que, na ausência de respostas do Ministério da Educação para os problemas dos professores, a luta dos professores vai manter-se no próximo ano letivo. "O próximo ano letivo será do género deste ou até mais [intenso]. Aconteceu de tudo este ano: manifestações, greves, acampamentos, caravanas, concentrações. O que ficou a faltar foi respostas e soluções por parte do Ministério", disse Mário Nogueira à agência Lusa junto à Escola Básica Nuno Álvares, em Carregal do Sal, no distrito de Viseu, onde ficaram por realizar mais de 300 provas.