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Marcelo diz que é preciso «cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda»

Marcelo diz que é preciso «cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda»
Fotografia DR

Redação

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 11 de junho de 2023, às 14:31

«Só se não quisermos é que o nosso Portugal não será eterno», afirmou Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República considerou ontem necessário «cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda», advertindo que, só se não se quiser, é que «Portugal não será eterno». No seu discurso na cerimónia militar do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorreu no Peso da Régua, Marcelo Rebelo de Sousa pegou na vocação universalista do país e na luta da região do Douro para se projetar para deixar alguns recados, numa altura em que a política portuguesa continua centrada na polémica em torno do incidente no Ministério das Infraestruturas e no envolvimento do SIS na recuperação de um computador de um adjunto do ministro João Galamba.

 O chefe de Estado considerou que o país não quer «nunca cometer o erro» de trocar a sua vocação universal pela ilusão de que, para ser feliz, é necessário deixar de ser o que o marcou «há séculos». «Mas atenção, que isso não seja álibi ou justificação para não sermos mais fortes e mais justos cá dentro, até para podermos ser mais fortes e justos lá fora», frisou. Segundo o chefe de Estado, «é esse o apelo deste Douro e de todos os Douros: Pegarmos no impossível, tentarmos uma vez, com vezes, mil vezes, falharmos mais do que acertamos, (…) não desistirmos, começarmos de novo».

«Darmos de novo viço ao que disso precisar. Plantarmos, semearmos, podarmos, cortarmos os ramos mortos que atingem a árvore toda. Recriarmos juntos, neste Douro, em todos os nossos Douros, o que faça o nosso futuro muito diferente e muito melhor do que o nosso presente», declarou, sem nunca mencionar diretamente qualquer caso político atual.

Com o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro das Infraestruturas, João Galamba, a ouvi-lo na plateia, o Presidente da República disse: «Só se não quisermos é que o nosso Portugal não será eterno». Portugal não pode desistir de criar mais riqueza, igualdade, coesão O Presidente da República defendeu que Portugal não pode desistir de criar mais riqueza, igualdade e coesão, considerando que só isso permitirá que continue a ter a sua «projeção no mundo».

«Não podemos desistir nunca de criar mais riqueza, mais igualdade, mais coesão, distribuindo essa riqueza com mais justiça», declarou Marcelo Rebelo de Sousa. Só dessa forma, prosseguiu o chefe de Estado, Portugal poderá continuar a ter a sua «projeção do mundo» e cumprir o seu «desígnio nacional»