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Trump diz que Reino Unido ajudará na desminagem do Estreito de Ormuz

Trump diz que Reino Unido ajudará na desminagem do Estreito de Ormuz
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 12 de abril de 2026, às 19:30

O Presidente dos Estados Unidos anunciou que a marinha pode bloquear “imediatamente” o estreito e a sua desminagem, após as negociações de paz no Paquistão, entre Teerão e Washington, terem acabado hoje sem acordo firmado.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o Reino Unido, como outros países, vão ajudar nas tarefas de desminagem do Estreito de Ormuz, que ameaçou bloquear com recurso à marinha norte-americana.

“Contamos com draga-minas de última geração, os mais modernos e avançados, mas também estamos a usar caça-minas mais tradicionais. Pelo que entendo, o Reino Unido e um par de outros países vão enviar” esses navios, declarou Trump, em entrevista à Fox News.

O Governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, criticado por Trump por não se envolver na reabertura do estreito, na sequência da ofensiva israelo-norte-americana ao Irão, não confirmou a participação nestas ações.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou que a marinha pode bloquear “imediatamente” o estreito e a sua desminagem, após as negociações de paz no Paquistão, entre Teerão e Washington, terem acabado hoje sem acordo firmado.

Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã sugeriu a Irão e Estados Unidos que consigam fazer “concessões dolorosas” para avançar as negociações, apelando a “uma prorrogação do cessar-fogo”.

Antes da comunicação de Trump, o sultão de Omã, Haitham bin Tarik al Said, conversou com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, com este último a instar os Estados Unidos e o Irão a "encontrarem uma solução" e a evitarem qualquer escalada significativa do conflito.

Ambos abordaram as conversações de paz entre Washington e Teerão e concordaram que é vital que o cessar-fogo se mantenha e que todas as partes evitem qualquer escalada, referiu o gabinete de Starmer, em comunicado.

O sultão de Omã atualizou Starmer sobre a situação no estreito de Ormuz, tendo o líder britânico agradecido os esforços de Omã para resgatar os marinheiros dos navios em perigo na região.

Um dos principais pontos de discórdia entre Teerão e Washington é em torno do estreito de Ormuz.

Uma das condições que Teerão levou para as negociações em Islamabad foi a da manutenção do controlo do estreito e cobrança de taxas à navegação, a dividir com Omã, na outra margem de Ormuz.

O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como são os casos da China e da índia.

Trump justificou a decisão em torno do estreito com a intransigência de Teerão em abandonar as suas ambições nucleares, ainda que as discussões no Paquistão tenham corrido bem e que "a maioria dos pontos" tenham sido "objeto de um acordo".

"A partir de agora, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, dará início ao processo de bloqueio de todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz", escreveu na sua rede social, a respeito da via marítima estratégica por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial e que se situa entre o Irão e o sultanato de Omã.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu hoje por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.