Prazer, aprendizagem e descanso: este ano, as tendências de viagem apontam para uma experiência cada vez mais conectada, personalizada e sustentável. Apoiar a biodiversidade ou adotar as práticas culturais locais não é incompatível com as vantagens que a tecnologia oferece, como a gestão digital de documentos ou a conectividade permanente. Aproveite as vantagens que estas mudanças trazem e evite os erros que afetam os turistas desprevenidos.
Mais autonomia, menos multidões
As tendências do turismo mundial passam pela mudança constante, mas os analistas concordam que há uma evolução clara no modo como atualmente as pessoas se organizam, se deslocam e interagem com os lugares. Este ano, as reservas parecem indicar que os viajantes querem percorrer maiores distâncias e escolher rotas menos massificadas, mas também estão mais preocupados com a pegada ambiental.
As ferramentas digitais tornaram o planeamento de viagens mais ágil, permitindo decisões mais informadas e à medida dos interesses de cada um. Assente em sistemas de inteligência artificial, o planeamento preditivo de viagens consegue recomendar destinos, hospedagem, opções de mobilidade, atividades e seguros a partir do histórico e do perfil de cada viajante.
Em Portugal, os destinos alternativos, como Óbidos (turismo histórico), Fátima (turismo religioso) ou o Vale do Douro (enoturismo) estão a tornar-se cada vez mais populares para quem já não quer apenas fazer praia no Algarve. E os promotores turísticos também já perceberam que os clientes adoram as nossas praias de areia dourada e o clima favorável, mas querem mais.
Tendências de viagem para 2026
Entre as tendências deste ano, destaca-se o turismo de baixa intensidade, orientado para regiões afastadas dos grandes centros, com menos pressão sobre infraestruturas e melhor integração com comunidades locais. As cidades pequenas, os vales do interior e as zonas costeiras menos conhecidas na Europa estão a ganhar protagonismo.
A segunda tendência é a do turismo regenerativo. Não basta “não estragar” ou “ser sustentável”: a ideia é deixar um contributo positivo (social, económico ou ecológico) nos destinos visitados. Em Portugal, algumas regiões, como a dos Açores, estão a aproveitar o envolvimento dos turistas nas atividades de apoio à biodiversidade.
A terceira tendência é o aumento das viagens híbridas, que conjugam as férias com períodos de trabalho remoto, facilitadas por alojamentos com melhor infraestrutura e destinos com boa conectividade digital. Esta tendência é relevante para quem viaja durante mais tempo e para mais longe, e está a aumentar de popularidade entre os profissionais dos 30 aos 50 anos. Portugal tem a vantagem de dispor de serviços de internet de qualidade, mas isso não acontece em muitos outros países, mesmo os considerados mais desenvolvidos.
Como a tecnologia melhora a experiência de viajar
Além das tendências de comportamento, há também transformações tecnológicas que afetam diretamente o viajante comum.
● A inteligência artificial está presente desde a pesquisa inicial até ao período pós-viagem. Motores de recomendação sugerem destinos alinhados com preferências pessoais, tradutores instantâneos eliminam barreiras linguísticas e chatbots resolvem dúvidas logísticas em tempo real. No plano profissional, ajudam a organizar documentos digitais, dados de seguros, comprovativos e recibos para quem precisa de justificar despesas.
● A gestão digital de reservas, que agrega voos, hotéis, trânsferes, bilhetes eletrónicos e check-ins, evita a necessidade de andar com documentos impressos e diminui o risco de percalços. A antiga pasta com documentos que as gerações anteriores levavam consigo foi substituída por aplicações ou ficheiros à distância de um clique.
● Escolha um eSIM para se deslocar tranquilamente, sem problemas de comunicação. Se descarregar a aplicação Saily, pode instalar com facilidade o cartão virtual, que se ativa automaticamente quando chega ao seu destino. Além disso, saberá quanto custa a ligação à internet antes de começar a viagem, o que pode poupar-lhe uma surpresa desagradável no regresso.
A globalização, que muitos associam ao turismo de massas, também permitiu satisfazer os anseios particulares de quem procura uma experiência única. Se alguns querem apenas passar alguns dias num resort com pensão completa, outros preferem passar o tempo livre em lugares recônditos, com pouca gente. Mesmo para estes, o acesso a serviços básicos, como a comunicação, a segurança ou os cuidados de saúde, é imprescindível para umas férias descansadas.