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Morreu cantora e compositora irlandesa Sinéad O'Connor aos 56 anos

Morreu cantora e compositora irlandesa Sinéad O'Connor aos 56 anos
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 27 de julho de 2023, às 09:45

Sinéad O'Connor alcançou grande sucesso internacional no início da década de 1990 com a canção “Nothing compares 2 U”,.

A cantora e compositora irlandesa Sinéad O'Connor morreu esta quarta-feira aos 56 anos, informou a família em comunicado.

"É com grande tristeza que anunciamos o falecimento de nossa amada Sinéad. A sua família e amigos estão devastados e pedem privacidade neste momento difícil", lê-se no comunicado citado pela agência noticiosa Efe e pelo jornal The Irish Times, numa notícia atualizada sobre a morte da cantora.

Sinéad O'Connor alcançou grande sucesso internacional no início da década de 1990 com a canção “Nothing compares 2 U”, composta por Prince, que logo em 1990 foi eleita pela revista Billboard como o single n.º1 do ano. A artista de Dublin lançou 10 álbuns de estúdio, numa carreira de sucesso, também marcada pelas suas tomadas de posição.

Em 1992, rasgou uma fotografia do Papa João Paulo II, em direto no programa Saturday Night Live, da televisão norte-americana, num protesto contra os abusos sexuais na igreja. Sete anos mais tarde, em 1999, O'Connor mostrar-se-ia arrependida pelo ato, quando foi ordenada sacerdotisa de uma ordem católica fundamentalista, mas sem deixar de defender as vítimas de abuso.

Em 2017, O'Connor mudou de nome para Magda Davitt e, no ano seguinte, converteu-se ao islamismo, mudando novamente o nome, desta feita para Shuhada'Sadaqat. Continuou, porém, a gravar e a apresentar-se com o seu nome de nascimento.

Nunca abandonou o papel de ativista, abordando diferentes problemáticas como abuso infantil, que confessou ter sofrido, a depressão e os problemas causados por doenças mentais, os direitos da mulher e a condenação do racismo, evocando personalidades como Martin Luther King.

A 25 de junho de 1995, quando atuou no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, trouxe o seu então recente álbum "Universal Mother", e não cantou "Nothing Compares 2 U". No último dos seus dois 'encores' interpretou a solo, sem acompanhamento, "Dream A Little Dream Of Me", de Mama Cass, dos Mamas and Papas.

Três anos antes, alguns dias após a participação no programa Saturday Night Live, afirmara-se sobre uma audiência hostil, no Madison Square Garden, em Nova Iorque, interpretando, também a capella, o hino anti-belicista "War", de Bob Marley. Em 2020 publicou a autobiografia "Rememberings".

No ano passado, Shane, filho da cantora, morreu aos 17 anos. O'Connor deixa outros três filhos.

No início deste ano, O'Connor recebeu o prémio inaugural de Álbum Irlandês Clássico da RTE, televisão pública irlandesa.

Hoje, o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, declarou que lamenta "profundamente a morte de Sinéad O'Connor", apresentando "condolências" não só à família e amigos, mas também "a todos os que amam sua música". "Sua música era amada em todo o mundo e o seu talento era inigualável e incomparável", escreveu o chefe do governo de Dublin na rede Twitter.

Atualmente a cantora vivia entre Londres e a capital irlandesa.​