Custódio concedeu uma entrevista ao site do SC Braga onde aborda vários assuntos, desde logo o convite endereçado por António Salvador para regressar ao clube.
«Quando aceitei o convite do presidente, tinha a possibilidade de continuar a jogar, mas houve dois factores que me levaram a encurtar a carreira: por um lado, estava a ser insuportável estar longe da família e dos filhos, eles estarem a crescer e eu falhar esses momentos; por outro, podia antecipar etapas para a carreira de treinador que eu tinha projectado para mim. Poder fazê-lo no SC Braga fazia todo o sentido», disse o treinador dos minhotos, que começou o seu percurso como adjunto dos B.
«Não me via como treinador-adjunto, mas senti que tinha de fazer esse caminho e hoje teria feito exatamente igual. Na altura, eu já sabia que não duraria muito tempo como adjunto, pela minha forma de ser e de pensar, pela forma como me preparei e pelos objetivos que tinha. Eu queria liderar o processo e assumir as minhas ideias», referiu.
Seguiu-se então os sub-17 (juvenis) do clube arsenalista, antes da passagem para a equipa principal.
«Nunca na minha vida pensei treinar formação. Eu sou alguém muito exigente, muito regrado, e no universo da formação, por mais rigoroso que se seja, e o SC Braga é, isso colide com algumas coisas. Por isso, confesso que tinha dúvidas que esta forma de estar fosse possível de aplicar em contexto de formação, daí algumas reservas em relação a este passo. Apesar do que disse, e que é verdade, nunca trocaria a experiência que tive nos sub-17 por nada. Foi excelente experimentar os meus princípios naquela realidade. Aquela passagem ensinou-me muita coisa e eu disse isso aos jogadores na despedida: se calhar eu aprendi tanto com eles, como eles comigo», revelou.
Autor: José Costa Lima