Amáquina trituradora de golos que encantou os adeptos no início do campeonato parece estar de volta. Refeito da goleada em Alvalade, contra o Sporting, que o afastou da final-four Taça da Liga, o SC Braga voltou a mostrar apetite voraz pelas balizas adversárias. Ultrapassado o pesadelo de Lisboa, derrotou posteriormente o Benfica, líder que até aí não tinha perdido, e goleou o Santa Clara nos Açores, na última sexta-feira. Com a motivação em níveis elevados, os arsenalistas enfrentam amanhã nova prova de vida, agora numa competição a eliminar (Taça de Portugal), perante um adversário que, assim dita a história e a geografia, segue como o seu maior rival.
O Vitória de Guimarães não atravessa, ao contrário dos bracarenses, um período positivo, mas Artur Jorge quer evitar euforias que possam comprometer a continuidade dos guerreiros em mais uma competição oficial. Os riscos de deslumbramento são maiores, naturalmente, mas o treinador é firme no propósito de manter o grupo em estado de alerta para não ser surpreendido no seu próprio estádio e contra um adversário que procura a redenção na Pedreira.
Dias depois de ter aplicado um 3-0 ao Benfica, o SC Braga encarou o Santa Clara com semelhante profissionalismo, numa postura coletiva que agradou sobejamente a Artur Jorge, mas que este pretende ver replicada no dérbi do Minho. Mais até porque a partida vale a passagem aos quartos da Taça de Portugal, troféu que o SC Braga tenta levantar pela quarta vez no seu historial. O Vitória de Guimarães tudo fará para evitá-lo...
Exemplo vem do campeonato
Recuando uns meses, este SC Braga que iniciou a temporada a marcar golos como nenhuma outra equipa em Portugal teve, porém, sérias dificuldades em derrotar o Vitória de Guimarães na 5.ª jornada. Os conquistadores resistiram ao ímpeto ofensivo do rival, Ricardo Horta falhou mesmo um penálti e só um cabeceamento de Tormena, na sequência de bola parada aos 90’+8, fez cair a fortaleza arquitetada por Moreno Teixeira na visita à Pedreira.
Este é apenas um exemplo a absorver pelo SC Braga e que pode aplicar-se ao que aí vem – o desfecho de um dérbi é imprevisível e convém manter a concentração no limite a fim de evitar surpresas.
Autor: José Costa Lima