A 12.ª edição do Famalicão Dança realiza-se a 7 de novembro, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Famalicão, com a disputa da Taça do Mundo de Dez Danças. A competição internacional promete trazer ao concelho mais de três centenas de atletas de 22 países.
Paralelamente, decorrerá ainda a final da Taça de Portugal de Latinas e a 6.ª prova do Circuito Nacional, reunindo atletas de todo o país.
A competição mundial exige aos pares «rigor técnico, exigência física e expressão artística», uma vez que abrange as dez danças das modalidades Latinas e Standard. Samba, cha-cha-cha, rumba, paso doble e jive integram a primeira vertente, enquanto valsa inglesa, tango, valsa vienense, slow foxtrot e quickstep compõem a segunda.
«Vila Nova de Famalicão será, uma vez mais, a capital mundial da dança desportiva», afirmou Rita Almeida, em representação da Academia Gindança.
A responsável destacou também o significado de alcançar a 12.ª edição, considerando que esta continuidade resulta de um percurso de trabalho, aprendizagem e ambição. A organização pretende, por isso, assegurar condições adequadas aos atletas, acolher os visitantes e proporcionar ao público uma experiência desportiva e artística marcante.
Pedro Oliveira realça papel das associações
Pedro Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, salientou o contributo das associações locais para o desenvolvimento desportivo do concelho e destacou o percurso da Gindança na organização de uma competição com projeção internacional.
«São as associações as grandes responsáveis por esta dinâmica desportiva», afirmou, acrescentando que a Gindança procurou ir além da promoção regular da modalidade, assumindo, há 12 anos, o desafio de organizar um evento de referência internacional.
Para o autarca, a realização do Famalicão Dança assenta em dois fatores fundamentais: a existência de uma modalidade com expressão desportiva e a presença de clubes e associações «capazes de enquadrar e desenvolver essa prática no território».
Pedro Oliveira destacou ainda a oportunidade de o público acompanhar atletas nacionais e internacionais, bem como o trabalho desenvolvido pelos grupos de dança ligados ao concelho. A iniciativa permite, nas suas palavras, que os famalicenses «possam ver o melhor da dança que acontece em Portugal».
Para além da vertente competitiva, a organização e o município destacam o potencial turístico e económico do Famalicão Dança. A presença de atletas estrangeiros, equipas técnicas, acompanhantes e outros visitantes poderá gerar movimento adicional na restauração e noutros setores da economia local.
Pedro Oliveira considera que os eventos desportivos representam uma oportunidade para «promover o território» junto de quem o visita, permitindo dar a conhecer Vila Nova de Famalicão a pessoas que, de outra forma, poderiam não escolher o concelho como destino.
A organização anunciou que o evento terá transmissão integral em direto através dos canais de YouTube e Facebook do Famalicão Dança e da WDSF, estando também prevista uma emissão posterior na RTP2, de acordo com a informação divulgada no dossier de imprensa. A programação e as informações relativas aos bilhetes poderão ser consultadas em www.famalicaodanca.com, estando também previstas atualizações e conteúdos de bastidores nas redes sociais do evento.
A presidente da Federação Portuguesa de Dança Desportiva, Marina Rodrigues, acredita que esta edição irá superar a todos os níveis a edição transacta: «A dança desportiva não é apenas um desporto, é também arte. Os nossos atletas praticam arte em movimento com os nossos próprios físicos. É uma honra estar aqui. Sabemos que vai correr bem, sabemos que tudo está um bocadinho melhor do que o ano anterior. Esta organização prima pela excelência em todos os sentidos.»
O diretor Regional Norte do IPDJ, Jorge Pedrosa, considera que a iniciativa “Famalicão Dança” é «um sucesso extravagante», desde a sua «comunidade» ao evento em questão.