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«Sempre desejei ser o técnico principal do SC Braga»

«Sempre desejei ser o técnico principal do SC Braga»
Fotografia André Arantes

Publicado em 21 de outubro de 2026, às 14:38

Franclim Carvalho foi apresentado e projetou jogo de amanhã frente ao Gent

Franclim Carvalho foi hoje formalmente apresentado como técnico do SC Braga [sucede a Carlos Vicens], ao lado do presidente António Salvador e com a sua equipa técnica presente. O novo timoneiro dos arsenalistas falou do sonho agora cumprido em ser técnico principal do SC Braga e projetou também o desafio de amanhã, frente ao Gent, da Bélgica, a contar para a 2.ª jornada da fase de liga da Liga Conferência.

«Que sentimento tem neste regresso a Braga?

«O sentimento é de uma alegria imensa para mim e para a minha equipa técnica. A ambição, que é uma das métricas deste clube, é também minha. Fui um dos felizardos a ter inagurado as novas instalações do clube, fui um dos felizardos que estive presente no último título do SC Braga, na Taça da Liga, e fui um dos felizardos a estar na última participação do clube na Liga dos Campeões, mas a ambição no SC Braga é diária. Isto encaixa na minha ideia, na minha maneira de estar e eu vivo para o futebol. Trabalhei muito para chegar até aqui, esse dia chegou, mas temos de arrepiar caminho e mudar algumas coisas. Temos de arrepiar caminho e mudar rapidamente. Temos dois dias para este jogo, é um jogo para ganhar. Esta ambição não pode passar só por palavras, tem de passar por atos. Não posso pedir muita coisa nesta fase, temos de ser objetivos e sucintos naquilo que pedimos. Gosto de uma equipa com andamento, com muita velocidade. Acho que essa é a cara do SC Braga e desta cidade».


O que pediu aos jogadores no balneário?

«Sou um treinador que gosta tratar os assuntos olhos nos olhos. Não vão estar 22 jogadores e mais quatro guarda-redes satisfeitos comigo, mas tenho de ser leal e vou ser tratar as coisas frontalmente. Houve uma troca de treinador, sou muito de relações humanas, são momentos que custas, mas eles estão habituados. É o fim de ciclo e o SC Braga precisa é de ganhar.”


Recebeu o convite para regressar a Braga com surpresa?

«A chamada não me surpreendeu. O SC Braga tem historial não só de apostar em jogadores, como também em treinadores. Quando saímos [Equipa técnica de Artur Jorge] daqui, fomos vendidos. O presidente não tem receio de arriscar, de apostar quando reconhece competência. Eu tinha esta ambição de estar aqui, e a minha equipa técnica sabe disso. Agora temos de trabalhar e mostrar serviço, que é ganhar jogos».


Já falou com Artur Jorge?

«Já falei com o Artur Jorge. Desejou-me sorte. Temos uma relação de amizade para lá da relação profissional. Foi um fim de ciclo aqui e meu com ele, mas a minha responsabilidade é a mesma».


Está agradado com o plantel? E como pensa preparar a equipa para a estreia em tão pouco tempo?

«O tempo é o que é. Não nos podemos agarrar a isso. Sobre o plantel, se tenho um jogador como o que está aqui ao meu lado [Ricardo Horta], sei do potencial que existe aqui. Temos muita margem de crescimento e muita matéria-prima para trabalhar. Não adianta falar em formas de jogar, o objetivo é ganhar no tempo que temos. A qualidade está presente, é importante para começar a ganhar já a partir de amanhã»


O grau de exigência sobre os seus ombros é agora maior do que quando era adjunto?

«O grau de exigência não aumenta. Já a sentia como adjunto. Este clube é um muito ambicioso e isso enquadra-se nos parâmetros com os quais me identifico. Quero pedir o apoio dos adeptos para o jogo de amanhã, porque eles sabem que são um fator diferenciador»