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António Salvador diz querer "viragem de página" também da "postura dos jogadores"

António Salvador diz querer "viragem de página" também da "postura dos jogadores"
Fotografia André Arantes
Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 21 de outubro de 2026, às 22:07

Presidente do SC Braga considera nova fase como um corte e não transição

O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, disse hoje que o mau momento da equipa de futebol não é responsabilidade apenas do treinador Carlos Vicens, demitido na terça-feira, mas também dos jogadores.

O dirigente disse que o que fez mudar de opinião, depois do voto de confiança ao técnico espanhol há menos de uma semana, foi o facto de a equipa não ter conseguido inverter o mau momento, frisando que a equipa “não pode nunca mais voltar a acontecer ganhar apenas um jogo e empatar outro em seis jogos”.

“O mais importante no futebol é a união e correr, depois é que aparece a qualidade. A responsabilidade é de todos, não só do Carlos [Vicens] e acredito que isto é uma viragem de página não só do treinador, como da postura dos jogadores em campo”, disse em conferência de imprensa.

Agradecendo ao técnico espanhol pelo cerca de ano e meio no comando técnico do Sporting de Braga, António Salvador disse que Vicens “trouxe ideias novas” e “fez crescer o clube”.

Contudo, “a linha de evolução” que esperava consolidar esta época “acabou por ter um retrocesso” que a equipa “não estava a conseguir inverter”.

“Só tenho elogios a fazer à entrega, ao compromisso, à dedicação e à capacidade de trabalho do mister Carlos Vicens e da sua equipa”, disse, considerando que “os resultados nem sempre são justos sobre a qualidade do trabalho de um treinador”.

Sobre a contratação de Franclim Carvalho, considerou que “não é uma transição, é um corte”.

“Um novo perfil, novas ideias e quem fica tem que começar do zero e tem provas a dar. O balneário tem que assumir a sua responsabilidade porque o novo ciclo só pode ter sucesso a começar no grupo. Nos momentos difíceis é que se vêm os grandes homens, o que é tão ou mais importante que serem grandes jogadores”, alertou.

O líder ‘arsenalista’ frisou que o novo técnico tem “a identidade Sporting de Braga” e que conhece “muito bem o clube e os seus valores”, pelo que foi “a escolha óbvia”.

“Esteve no último título ganho e na última vez que fomos à Liga dos Campeões como adjunto de Artur Jorge, não precisa de adaptação porque sabe tudo do Braga”, disse.

Salvador dirigiu ainda palavras aos sócios, considerando que a sua “cobrança é legítima: o Braga tem que ser muito mais do que tem sido até agora, mas há muito jogo esta época e a minha convicção é que vão ter que contar com o Braga em todas as frentes”.

Aquando da sua recandidatura para o quadriénio 2025/29, Salvador disse que esse mandado seria o “ciclo mais ambicioso” da história do clube, tendo incluindo a meta de ser campeão até 2029.

“A minha visão foi trazer uma ideia diferente para o clube, isso foi conseguido no último ano, apesar de internamente não termos feito um grande campeonato, mas injustamente não chegámos a uma final na Liga Europa. Fizemos o maior investimento de sempre, isso diz bem da ambição, mas infelizmente não houve evolução e a responsabilidade é minha”, disse.