twitter

SAD do Vitória de Guimarães apresenta prejuízo de 11 milhões de euros em 2025/26

SAD do Vitória de Guimarães apresenta prejuízo de 11 milhões de euros em 2025/26
Fotografia Vitória SC

Pedro Vieira da Silva

Jornalista

Publicado em 16 de outubro de 2026, às 12:50

Rendimentos operacionais cresceram 33 por cento.

SAD do Vitória de Guimarães concluiu a época 2025/26 com um resultado líquido negativo de 11 milhões de euros (ME), revelou hoje o clube minhoto, da I Liga portuguesa de futebol, em nota publicada no site oficial.

Após o lucro recorde de 7,4 ME na época 2024/25, as contas da SAD vitoriana regressaram ao ‘vermelho’ numa temporada marcada pela conquista da Taça da Liga, mas também pela descida de 33% nos rendimentos operacionais, a porção dos rendimentos que não inclui transferências de jogadores.

Os vimaranenses explicam a redução de 22,7 para 15,1 ME com a variação dos rendimentos oriundos da UEFA, que se fixaram nos 9,44 ME em 2024/25, fruto da participação na Liga Conferência, para 1,19 ME na época transata, na qual se ausentaram das competições europeias.

O clube minhoto garantiu 22,8 ME adicionais nos rendimentos com transferências de jogadores, sobretudo as de Diogo Sousa para os franceses do Estrasburgo, por um valor bruto de 11 ME, e do Noah Saviolo para os turcos do Trabzonspor, por 11,5 ME brutos, mas os custos e amortizações com direitos de atletas diminuíram esse valor para os 12,6 ME, bem abaixo dos 22,8 ME de 2024/25.

Os rendimentos operacionais e os ‘encaixes’ com passes de jogadores foram, assim, insuficientes para colmatar os gastos operacionais, que subiram 0,7%, dos 32,9 para os 33,1 ME.

O Vitória de Guimarães explica a estabilidade dos gastos com “a redução dos custos associados à participação nas competições europeias, nomeadamente deslocações e logística” e com “o aumento dos encargos decorrentes da reestruturação do plantel, particularmente com rescisões contratuais e com “encargos com prémios desportivos”.

Além do saldo negativo de 5,4 ME entre rendimentos e gastos, o peso de juros, impostos e “efeitos contabilísticos” agravou o resultado líquido para os 11 ME.

A nível patrimonial, a SAD vitoriana continua em falência técnica, com um capital próprio negativo que se agravou, dos 25,8 para os 36,8 ME, e o passivo total a aumentar dos 68,9 para os 85,3 ME, enquanto o ativo subiu dos 43,1 para os 48,5 ME.

Os vimaranenses salientam que o passivo líquido é de 57,1 ME, após “a dedução dos saldos de clientes, inventários e disponibilidades financeiras”, um valor, ainda assim, superior aos 48,2 ME no final de 2024/25.

A nota publicada vinca ainda que o exercício de 2025/26 marca “o final de um ciclo de gestão” na SAD, face à demissão de António Miguel Cardoso e às eleições de 13 de junho de 2026, que consagraram Rui Rodrigues como novo presidente do clube e do conselho de administração da SAD.

“Iniciou-se, entretanto, um novo ciclo de gestão, assente numa maior prudência na utilização dos recursos e no rigor das decisões de investimento, com especial enfoque numa redução efetiva dos gastos, na racionalização da estrutura de custos da sociedade e numa gestão mais criteriosa da dimensão e dos encargos associados ao plantel”, lê-se.