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Jesus espera carinho do público para selar ‘quartos’

Jesus espera carinho do público para selar ‘quartos’
Fotografia FPF

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 03 de outubro de 2026, às 19:46

Liga das Nações

O selecionador Jorge Jesus mostrou-se hoje confiante de que Portugal será apoiado na receção à Noruega, no domingo, para aceder aos quartos de final da Liga das Nações, mesmo na ausência do futebolista Cristiano Ronaldo, que deixou o estágio.

“O carinho que procuro e espero ter não passa do símbolo da seleção. O carinho é para a equipa e não para mim. Eu faço parte de uma equipa, sou o comandante. Antes de ser selecionador, também era adepto ferrenho e doido. Não olhava para jogadores ou treinadores, mas para a minha bandeira e o meu país. Não quero estar à parte de nada relacionado com a seleção”, partilhou, em conferência de imprensa de antevisão ao desafio.

Portugal, detentor do troféu, qualifica-se para os ‘quartos’ da Liga das Nações se pontuar frente à Noruega, no domingo, em encontro da quarta e antepenúltima jornada do Grupo A4 da primeira fase, com início às 19:45, no Estádio do Dragão, no Porto, e arbitrado pelo italiano Maurizio Mariani.

“O que eu quero é ganhar para estarmos qualificados. Depois, fazer o que fizemos em Copenhaga, onde tivemos um excelente jogo, com momentos de muita qualidade”, frisou Jorge Jesus, prevendo uma partida “bem jogada e intensa”.

Uma semana depois da vitória em Oslo (2-1), Portugal, líder isolado, com nove pontos, reencontra a Noruega, terceira classificada, com os mesmos três da Dinamarca, segunda, e do País de Gales, quarto e último, que jogam em simultâneo em Cardiff, na conclusão desta pausa internacional.

Os dois primeiros colocados das quatro 'poules' da Liga A apuram-se para a próxima fase da mais recente prova europeia de seleções, cujo troféu está na posse de Portugal, recordista de êxitos, com dois (2019 e 2025).

“Temos vantagens em algumas coisas e desvantagens noutros momentos. Perdemos na questão física. Não somos tão grandes, mas somos rápidos e melhores tecnicamente. Os nossos médios são todos jogadores com 1,70 metros [de altura], mas são difíceis de parar com a bola. Dentro das nossas características, temos de nos impor. O treinador da Noruega está mais identificado com as nossas ideias e já viu o filme do primeiro jogo”, alertou.

A equipa das 'quinas' tentará manter o pleno de triunfos sob orientação de Jorge Jesus, cuja estreia como sucessor do espanhol Roberto Martínez aconteceu frente ao País de Gales (1-0), em 24 de setembro, em Lisboa.

Seguiram-se as deslocações à Noruega e à Dinamarca (4-2), ambas sem o capitão Cristiano Ronaldo, que abandonou, por decisão própria, o estágio da seleção na quarta-feira, na véspera da vitória nacional em Copenhaga.

“O foco tem que ser a seleção por tudo. Há que olhar para o que temos de fazer bem e que o nosso povo também esteja em sintonia com a bandeira e com o objetivo. Agora, isso não me deixa ignorar o Cristiano, que é um símbolo da seleção e de Portugal. Depois do jogo, há muito tempo para se falar sobre isso”, referiu, numa mensagem reiterada durante a conferência, perante a insistência da comunicação social sobre a situação de Ronaldo.

A equipa das ‘quinas’ jogará pela primeira vez em território nacional desde a saída de Ronaldo, que, nas redes sociais, garantiu que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões” que o levaram a abandonar a comitiva, após ter conversado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, já depois do anúncio de Jorge Jesus de que o dianteiro, de 41 anos, não seria titular na Dinamarca.

“Neste momento, vou focar-me na equipa e no adversário. A Noruega é uma equipa do top 5 da Europa e tem grandes jogadores. Esse é que é o problema. Depois, temos tempo para analisar o que puder acontecer aqui, mesmo em relação aos jovens, porque temos mais dois jogos e tudo pode ser diferente. Para isso, temos de carimbar já a qualificação”, considerou.

Jorge Jesus assumiu que Pedro Neto, titular em todos os embates, pode precisar de gestão, enquanto João Félix e Francisco Conceição aceleram na recuperação de questões físicas para poderem regressar à titularidade.

“O mais difícil na carreira de um treinador é, quando não ganha, arranjar formas para que a vitória esteja sempre próxima. Por muito que a vitória na Dinamarca me tenha enchido de orgulho, posso dizer que fiquei feliz quando acabou o jogo, mas poderia estar mais feliz”, confidenciou.