O presidente do Vitória de Guimarães, Rui Rodrigues, afirmou hoje que o 14.º lugar na I Liga portuguesa de futebol “não se coaduna” com o que a equipa minhota tem mostrado no relvado, num início de época “frustrante”.
Após a cerimónia do hastear da bandeira preta e branca no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, no 104.º aniversário do clube, que contou com o treinador, Tiago Margarido, o dirigente realçou “a vontade de dar a volta” a uma fase em que os minhotos somam cinco golos e cinco pontos em sete jornadas da prova, apesar de serem a equipa mais rematadora a par do Benfica, com 134 tentativas.
"Pelo que temos demonstrado nestas primeiras sete jornadas, a classificação não se coaduna com o que temos feito no relvado. O que conta é a bola entrar. Nesse sentido, temos de trabalhar mais afincadamente no dia a dia para que isso aconteça. É um bocado frustrante, mas, internamente, acreditamos muito nos jogadores e no treinador [Tiago Margarido]”, disse, aos jornalistas.
O presidente do Vitória de Guimarães salientou ainda que a sua direção está a tentar “reabilitar o clube estruturalmente”, focando-se “na humanização” das relações entre os vários departamentos do clube, algo que, a seu ver, não existia no anterior mandato, em que foi vice-presidente de António Miguel Cardoso.
“Criaram-se relações frias dentro do clube. Essa é uma das principais resistências que tínhamos e que estamos a tentar desbloquear. Já vimos aqui uma moldura de trabalhadores imbuídos no mesmo espírito. Acreditam tanto como nós acreditamos. Temos de dar o exemplo de dentro para fora”, realçou, no dia em que vai ser assinada a escritura da Fundação Vitória, entidade com fins solidários.