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«Tempos que ser mais cerebrais e equilibrados»

Fotografia VSC

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 19 de setembro de 2026, às 14:36

Tiago Margarido pede Vitória “mais cerebral” na receção de amanhã ao Moreirense.

O treinador Tiago Margarido defendeu hoje que o Vitória de Guimarães tem de ser “mais cerebral e equilibrado” face ao jogo anterior, quando receber o Moreirense, no domingo, para a sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Com apenas um triunfo em seis jornadas, a equipa vimaranense perdeu em Viseu, diante do Académico (2-1), no jogo da ronda anterior, em que a equipa tentou desenfreadamente vencer, após o 1-1, fazendo o jogo “partir-se”, situação que tenciona evitar no regresso a casa para o embate com o vizinho de Moreira de Cónegos.

“Fomos audazes e quisemos ir atrás do resultado. Infelizmente, não ‘caiu’ para o nosso lado. Retiro um ponto positivo de tudo isso, que foi a vontade enorme dos jogadores em ganhar. Obviamente, temos que ser mais cerebrais, mais equilibrados, para não deixar o jogo partir dessa forma”, avisou.

O técnico quer, assim, fundir essa atenção ao equilíbrio em campo com a “mística e o ADN do Vitória” e com a vertente estratégica que tem em conta as características do Moreirense para garantir o regresso aos triunfos, uma necessidade sem qualquer relação com o facto de a paragem competitiva de três semanas se aproximar.

“O Vitória não se identifica, nem o grupo de trabalho, com os últimos resultados. Obviamente que entramos em todos os jogos para ganhar, este não vai fugir à regra. Agora, nós não podemos estar reféns disso. Sabemos o caminho que traçámos, desde o presidente até aos técnicos de rouparia. Estamos frustrados, mas cientes de que a equipa joga bem. Temos que pontuar, mas não pela paragem”, afirmou.

Questionado sobre a eventual pressão que o Vitória pode sentir por parte do público do Estádio D. Afonso Henriques, face à série de resultados negativos, Tiago Margarido disse que a “principal preocupação é jogar contra o Moreirense e não jogar com as bancadas”, porque as bancadas estão “sempre do lado da equipa” e não contra ela.

“Nesse nível, nos jogos fora como em casa, estamos sempre a ganhar 1-0 [à partida]. Há um ou outro jogo em que existiu contestação no fim, mas é completamente normal e justo. É normal haver essa frustração. Os adeptos do Vitória sabem que a equipa joga bem. Há uma união muito grande, apesar de eu sentir que, de fora, querem fragmentar essa união que existe. Essa desunião não existe”, salientou.

Os três jogos de suspensão aplicados ao avançado Alioune Ndoye em Viseu, com cartão vermelho direto, após empurrar Mestanza, ao colocar-lhe a mão no peito, mereceram também o comentário do treinador, que considerou o caminho “excessivo”.

“Não me compete avaliar, mas, enquanto agente desportivo, acho excessivo o castigo, porque é preciso ver o momento em que aquilo aconteceu. Tínhamos acabado de sofrer um golo. (...) Estaremos aqui para ver daqui para a frente se o critério se vai manter em outras situações semelhantes. E se se mantiver, está tudo bem”, referiu.

O Vitória de Guimarães, 14.º classificado da I Liga portuguesa, com quatro pontos, recebe o Moreirense, 11.º, com sete, em partida da sétima ronda marcada para domingo, às 15:30, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, com arbitragem de Sérgio Guelho, da associação da Guarda.