O treinador Luís Pinto disse hoje querer que o Gil Vicente produza mais ofensivamente na receção ao Académico de Viseu, no domingo, da quinta jornada da I Liga de futebol.
A equipa de Barcelos foi a Famalicão empatar 0-0 na jornada anterior, sendo a única equipa sem golos sofridos, mas também tem apenas três marcados, sendo que tem menos um jogo, relativo à deslocação ao terreno do Sporting de Braga.
“Os jogos serão diferentes porque o Académico de Viseu defende de forma diferente do Famalicão. A estratégia terá que ser diferente, mas a identidade terá que ser a nossa. Em Famalicão tivemos a nossa identidade, mas ofensivamente não conseguimos ter tanto sucesso como queríamos. Temos que querer produzir mais ofensivamente do que no último jogo, temos bem presente isso na nossa cabeça”, afirmou na conferência de imprensa de antevisão.
Os viseenses somam dois empates, ambos fora de casa, na Luz, frente ao Benfica e na Madeira, diante do Marítimo, ambos por 2-2.
“O Académico de Viseu tem complicado bastante a vida a jogar fora. Empatou em dois campos bastante difíceis e, num dos jogos, esteve próximo de conseguir vencer [no terreno do Marítimo, onde esteve a ganhar por 2-0]”, notou.
Nos últimos dias, chegou a Barcelos o médio brasileiro Guilherme Gomes, ex-Flamengo, e saiu o médio argentino Facundo Cáseres para os mexicanos do Laguna Santos, tendo o clube inscrito ainda Sergio Bermejo, avançado espanhol que alinhou nos gilistas nas duas últimas épocas.
O técnico mostrou-se “muito satisfeito com o balanço do mercado”.
“Sabemos que há necessidades do ponto de vista financeiro dos clubes e temos aqui jogadores preparadíssimos para fazer face à saída do Cáseres, como o Zé Carlos, o [Diogo] Prioste também está mais que habituado a jogar na posição ‘6’, o Bamba que está a recuperar de lesão também, o Lausen jogava a ‘6’ ou a ‘8’”, disse.
O médio espanhol Santi Garcia, ausente do jogo em Famalicão, acabou por ficar no clube depois de ter estado com ‘um pé’ fora.
“Ser futebolista é um privilégio e sê-lo num clube como o Gil Vicente ainda é mais. Ele tem essa responsabilidade para com o Gil Vicente de estar aqui focado física e mentalmente e foi assim que o encontrei esta semana. Fico satisfeito por ele continuar cá e é a equipa que ganha com isso”, disse, revelando que a saída de Cáseres possibilitou “ser mais exigente na negociação” da saída de Santi Garcia.
Gil Vicente, sexto classificado, com sete pontos (e menos um jogo) e Académico de Viseu, 15.º, com dois, defrontam-se a partir das 20:30 de domingo, no Estádio Cidade de Barcelos, jogo que será arbitrado por Pedro Ramalho, da Associação de Futebol de Évora.