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«O que vier à rede na meia-final é peixe»

Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 26 de agosto de 2026, às 17:59

Canoísta Fernando Pimenta desvalorizou hoje as dificuldades que poderá encontrar sexta-feira.

O canoísta Fernando Pimenta desvalorizou hoje as dificuldades que poderá encontrar sexta-feira nas meias-finais do campeonato do Mundo de K1 1.000, na Polónia, gracejando com um “o que vier à rede é peixe”.

“É o que vier. O que vier à rede é peixe. Já estou habituado a calhar sempre nas semifinais da morte, por isso venha de lá essa semifinal da morte e assim se calhar já alguém fica arrumado - espero que não seja eu. Agora é descansar e desfrutar depois na semifinal”, reagiu, entre sorrisos, imediatamente após o final da regata.

Nesta altura, Pimenta ainda não sabia que na sexta-feira ia reencontrar, prematuramente, o húngaro Balint Kopasz, que tem sido o seu maior rival internacional no domínio mundial da canoagem, sendo que o magiar defende o título alcançado em 2025 em Milão, onde o português garantiu o bronze.

Pimenta arrancou logo na frente e cortou a meta após 3.51,24 minutos, adiantando-se ao italiano Andrea Schera, por 2,77 segundos, e ao norueguês Amund Vold, por 4.10.

“Não dá para ver a grande coisa, porque não vimos literalmente ao máximo e as condições estão muito diferentes de eliminatória para eliminatória. Muito provavelmente, logo vou analisar todos os meus adversários da semifinal, o que fazem a cada 250 metros”, admitiu, depois de confessar que, curiosamente, é a primeira eliminatória que “emocionalmente custa mais”.

Confessou ainda que lhe custou ter prescindido de fazer K1 500 metros – “das coisas mais aborrecidas para mim é passar muito tempo sem fazer nada” -, porém explicou que essa opção lhe vai permitir focar-se mais em garantir desempenhos de excelência nos K1 1.000 e 5.000 metros.