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Joana Castelão e Luís Gonçalves são orgulhosos totalistas por Portugal

Joana Castelão e Luís Gonçalves são orgulhosos totalistas por Portugal
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 26 de agosto de 2026, às 16:09

Em Jogos do Mediterrâneo.

A atiradora Joana Castelão e o arqueiro Luís Gonçalves assumem-se orgulhosos por serem totalistas por Portugal em Jogos do Mediterrâneo, coincidindo que o evento tem uma magia especial por permitir o convívio com outras modalidades.

“É um sentimento muito bom. O meu desporto, o tiro, é um desporto que tem alguma longevidade, portanto é normal que eu ande cá há algum tempo. Estou a competir há 25 anos. O facto de estar aqui em todas [as Missões portuguesas] significa que tenho conseguido manter o nível para poder estar. É muito bom saber que sou totalista, é um orgulho muito grande”, destacou Joana Castelão.

Em Taranto2026, Portugal participa pela terceira vez em Jogos do Mediterrâneo e apenas cinco desportistas estiveram em todas as Missões nacionais desde Tarragona2018: a atiradora olímpica em Londres2012, Gabriel Lopes (natação), José Bruno Faria (tiro com armas de caça), Hugo Dores (petanca) e Luís Gonçalves.

“Primeiro, é um orgulho grande representar Portugal e estar presente nas três edições, mas ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade”, admitiu o único representante luso no tiro com arco em Taranto2026.

Surpreendido com o facto de a lista de totalistas ser tão restrita, Luís Gonçalves explicou à agência Lusa onde reside o encanto dos Jogos do Mediterrâneo.

“Esta competição é um pouco diferente daquelas em que costumo participar. É uma competição multidesportiva, estamos com o resto das equipas de Portugal, o que a torna especial. Podemos conviver com as outras modalidades, apoiar e ser apoiados. O pessoal do Comité Olímpico também é cinco estrelas, faz-nos sentir especiais”, revelou o arqueiro de 32 anos.

A mesma ideia é defendida por Joana Castelão, para quem “todas as competições multidesporto têm uma magia diferente” dos eventos específicos da sua modalidade.

“Temos a possibilidade de conhecer o resto da Equipa Portugal, outros atletas, outras modalidades diferentes. É completamente diferente de fazermos uma prova dentro do mundo do tiro. É uma motivação diferente”, reconheceu.

Para Castelão, os Jogos do Mediterrâneo são “mais uma montra” para o tiro “ter mais visibilidade, que tem pouquíssima neste momento”.

Os dois totalistas coincidem também nos elogios à ‘Vila dos Atletas’ de Taranto2026, com a olímpica de 41 anos a admitir que “é muito engraçado” que esta seja num navio cruzeiro, o que permite uma maior proximidade entre todos os elementos da Missão portuguesa, algo também salientado por Luís Gonçalves.

“É uma experiência muito diferente do que estou habituado. [...] Estamos próximos uns dos outros, porque os quartos são lado a lado”, descreveu.

Na sua terceira participação, que se inicia hoje com a ronda de qualificação no Nuevo Palazzetto dello Sport, em Crispiano, o arqueiro não tem “objetivos em termos de tabela, porque isso depende muito da prestação dos outros e de como vão ser as condições meteorológicas”.

“Tivemos tempo para preparar esta competição, visto que os apuramentos internos que tivemos da modalidade foram em março. Qualifiquei-me logo nessa altura e comecei-me logo a preparar. Os treinos foram bons, a preparação foi boa, é chegar aqui e cumprir o que tenho feito nos treinos, nas últimas provas, ou seja, [atingir] bons resultados”, antecipou.

Tal como no tiro com arco também no tiro “grande parte dos países que concorrem aqui nos Jogos do Mediterrâneo têm grandes atletas”, aponta Joana Castelão.

“Vai ser uma prova muito competitiva, o objetivo é estar na final, claro, para depois disputar medalhas”, admitiu a atiradora lusa, que na cidade italiana entra em ação na pistola a 10 metros em 29 de agosto.