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«Desejamos continuar no topo da tabela»

Fotografia Comité Olímpico de Portugal

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 24 de agosto de 2026, às 16:37

Fernando Pimenta quer «pelo menos um pódio» nos Mundiais de regatas na Polónia.

O canoísta Fernando Pimenta assumiu hoje a vontade de conquistar «pelo menos um pódio» nos Mundiais de regatas em linha, na Polónia, para saciar a sua vontade de êxitos enquanto ganha pontos para Los Angeles2028.

«Estes mundiais são bastante importantes, não só por causa das medalhas e dos títulos, mas sobretudo por causa da pontuação, pois é a prova mais valiosa para o ranking do apuramento olímpico e desejamos continuar no topo da tabela», vincou.

Pela primeira vez em muitos anos, o limiano vai fazer somente duas provas no Mundial, o olímpico K1 1.000 e o K1 5.000, no qual também costuma ser pódio, prescindindo do K1 500, distância em que não costuma apresentar a mesma consistência.

«São igualmente duas oportunidades de lutar pelo melhor resultado. Caso uma corra menos bem, tenho sempre a possibilidade na outra de tentar compensar um bocadinho e conseguir bastantes pontos», explicou, referindo-se a um novo sistema de qualificação que valoriza, igualmente, em termos de pontos, o desempenho em regatas que não integram o programa olímpico.

O canoísta de 37 anos admite que Poznan é um dos seus locais favoritos do circuito internacional, não só pela envolvência da pista, mas sobretudo pelos resultados obtidos.

O currículo de Pimenta na Polónia é extenso, incluindo medalhas em europeus e mundiais, mas o luso destaca um feito inédito na canoagem mundial, quando, em 2022, conquistou quatro medalhas de ouro, no mesmo dia, numa etapa da Taça do Mundo: K1 500, 1.000 e 5.000 metros, bem como K2 500 misto com Teresa Portela.

«Seria épico que as 200 fossem em Los Angeles. Vamos ver, pode ser que aconteça, ou se calhar até antes», projetou, referindo ainda a possibilidade de, esta época, na qual ainda vai aos mundiais de maratonas, na Argentina, no fim de outubro, somar até 13 medalhas.

Sobre o momento de forma, o canoísta reconheceu ter atravessado uma fase física e emocionalmente exigente após a Taça do Mundo no Canadá, em julho, agravada pelo cansaço acumulado, pelo jet lag e por uma viagem de regresso a Portugal feita quase sem descanso.

«Andei ali a passar um muito mau bocado, uma semana e meia muito dura», admitiu, garantindo estar já recuperado após um estágio em Montemor-o-Velho.