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PAN pede ao Governo que divulgue documentos que fundamentaram passagem de etapa no Gerês

PAN pede ao Governo que divulgue documentos que fundamentaram passagem de etapa no Gerês
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 11 de agosto de 2026, às 17:05

Volta a Portugal em Bicicleta

O PAN pediu hoje ao Ministério do Ambiente que disponibilize todos os documentos que serviram de base à autorização da passagem da 7.ª Volta a Portugal em bicicleta no Gerês, sublinhando que a transparência não pode ser opcional.

Em causa está a decisão do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de permitir a passagem da 7.ª Volta a Portugal em bicicleta na Mata da Albergaria, no Gerês, na quinta-feira, condicionada “a fortes medidas de proteção da biodiversidade”, como a interdição ao público.

Num requerimento enviado através da Assembleia da República, o partido liderado por Inês de Sousa Real pede ao Ministério do Ambiente e Energia uma "cópia de todos os documentos e atos administrativos em que assenta a autorização da passagem” da prova no Gerês.

O PAN quer também conhecer o pedido apresentado pela entidade organizadora da Volta a Portugal em Bicicleta ao ICNF, uma cópia do plano específico de gestão de resíduos exigido pelo ICNF à entidade organizadora da prova, a avaliação que foi feita dos impactos do evento sobre a fauna e flora, os habitats e os restantes valores naturais.

O partido quer também saber como será assegurada e fiscalizada a interdição ao público e pede que se explique por que não foi dada resposta aos pedidos feitos pela Fapas - Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade, que pediu a divulgação pública do parecer que o ICNF deu sobre esta a travessia da Mata de Albergaria.

O PAN questiona também se “o Governo considera que esta decisão do ICNF de autorizar a passagem constitui precedente para a realização de eventos desportivos de dimensão equivalente em áreas de elevado estatuto de proteção”.

Para Inês de Sousa Real, citada no comunicado, a “transparência não pode ser uma condicionante opcional quando se trata do único Parque Nacional português”.

“A proteção de um Parque Nacional não pode depender apenas de condicionantes anunciadas à posteriori, sem que seja conhecida a razão pela qual foi considerada compatível com os objetivos de conservação do parque, bem como a fundamentação que permite realizar uma prova desportiva de grande dimensão num território de elevada sensibilidade ecológica”, acrescenta a líder do partido.