A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Braga recebeu ontem a primeira aula experimental de taekwondo adaptado, assinalando o arranque de um projeto orientado por Suraj Maugi, treinador responsável do Taekwondo Minho, que pretende integrar esta modalidade de forma regular na oferta de atividades da instituição. A iniciativa resulta de um protocolo estabelecido entre a APPACDM de Braga e o Taekwondo Minho e visa promover a prática desportiva, incentivando simultaneamente o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e motoras dos utentes.
A ideia nasceu da experiência de Suraj Maugi, que encontrou na modalidade uma forma de promover a inclusão. «Eu já dou aulas desde 2017 e foi em 2018, 2019, que tive dois atletas que tinham algumas condições especiais e despontou em mim algo que eu queria mesmo começar a trabalhar», explicou, em declarações ao Diário do Minho.
Desde então, o responsável tem investido na formação na área do desporto adaptado, procurando aprofundar conhecimentos e criar oportunidades para tornar o taekwondo acessível a todos. «Estes anos todos tenho tentado perceber um bocadinho do desporto adaptado inserido aqui na área da modalidade taekwondo e foi a partir daí que comecei a formar-me mais um bocadinho, a especializar-me, a procurar oportunidades», afirmou.
O projeto ganha agora forma na APPACDM de Braga, onde 16 utentes deram os primeiros passos na modalidade. Depois desta aula experimental, a intenção passa a ser integrar o taekwondo adaptado na programação anual da instituição e, futuramente, alargar a iniciativa a outros polos e associações.
«Só agora é que conseguimos avançar com um projeto aqui com a APPACDM de Braga, em que dei aula experimental aos utentes para depois, a partir daqui, começar a ser uma atividade recorrente durante o ano, em que possamos abranger isto para outras associações com meninos ou utentes com algumas condições especiais», destacou Saruj Maugi, acrescentando: «Atualmente temos aqui 16 utentes que vão começar a participar nesta atividade. Vamos, ao longo do ano, ver se conseguimos aumentar o número de interessados e ir aos outros polos também da APPACDM. Queremos conhecer as condições que temos, porque acho que é um momento espetacular para eles, onde, com a parte do taekwondo, ensinamos um bocadinho de disciplina, alguns valores da parte marcial, mas também aliamos aqui o desporto para eles fazerem atividade física.»
