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Taekwondo adaptado chega aos utentes da APPACDM de Braga

Taekwondo adaptado chega aos utentes da APPACDM de Braga
Fotografia Mara Soares

Mara Soares

Jornalista

Publicado em 29 de julho de 2026, às 11:28

Suraj Maugi pretende integrar a modalidade de forma regular na oferta de atividades da instituição.

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Braga recebeu ontem a primeira aula experimental de taekwondo adaptado, assinalando o arranque de um projeto orientado por Suraj Maugi, treinador responsável do Taekwondo Minho, que pretende integrar esta modalidade de forma regular na oferta de atividades da instituição. A iniciativa resulta de um protocolo estabelecido entre a APPACDM de Braga e o Taekwondo Minho e visa promover a prática desportiva, incentivando simultaneamente o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e motoras dos utentes.

A ideia nasceu da experiência de Suraj Maugi, que encontrou na modalidade uma forma de promover a inclusão. «Eu já dou aulas desde 2017 e foi em 2018, 2019, que tive dois atletas que tinham algumas condições especiais e despontou em mim algo que eu queria mesmo começar a trabalhar», explicou, em declarações ao Diário do Minho.

Desde então, o responsável tem investido na formação na área do desporto adaptado, procurando aprofundar conhecimentos e criar oportunidades para tornar o taekwondo acessível a todos. «Estes anos todos tenho tentado perceber um bocadinho do desporto adaptado inserido aqui na área da modalidade taekwondo e foi a partir daí que comecei a formar-me mais um bocadinho, a especializar-me, a procurar oportunidades», afirmou.

O projeto ganha agora forma na APPACDM de Braga, onde 16 utentes deram os primeiros passos na modalidade. Depois desta aula experimental, a intenção passa a ser integrar o taekwondo adaptado na programação anual da instituição e, futuramente, alargar a iniciativa a outros polos e associações.

«Só agora é que conseguimos avançar com um projeto aqui com a APPACDM de Braga, em que dei aula experimental aos utentes para depois, a partir daqui, começar a ser uma atividade recorrente durante o ano, em que possamos abranger isto para outras associações com meninos ou utentes com algumas condições especiais», destacou Saruj Maugi, acrescentando: «Atualmente temos aqui 16 utentes que vão começar a participar nesta atividade. Vamos, ao longo do ano, ver se conseguimos aumentar o número de interessados e ir aos outros polos também da APPACDM. Queremos conhecer as condições que temos, porque acho que é um momento espetacular para eles, onde, com a parte do taekwondo, ensinamos um bocadinho de disciplina, alguns valores da parte marcial, mas também aliamos aqui o desporto para eles fazerem atividade física.»