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Adeptos do Vitória SC questionam António Miguel Cardoso

Adeptos do Vitória SC questionam António Miguel Cardoso
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Publicado em 01 de julho de 2026, às 23:30

Sobre quando começaram os contactos do antigo presidente os vitorianos com o Olympiakos

A Associação Vitória Sempre, pelo seu presidente Joel Ferreira, escreveu hoje uma carta aberta a António Miguel Cardoso, anterior presidente do Vitória SC, recentemente nomeado diretor-geral do Olympiacos. O grupo de adeptos questiona a rapidez da nomeção do seu antigo presidente para o clube grego.

A carta dirigida a António Miguel Cardoso na íntegra
«Há momentos na vida de um clube que exigem mais do que silêncio. Exigem reflexão, transparência e respeito por quem faz do Vitória Sport Clube uma instituição centenária: os seus sócios e adeptos. A recente apresentação do ex-presidente demissionário do Vitória como diretor-geral do Olympiacos, pouco tempo depois de deixar o cargo, levantou naturalmente dúvidas e um sentimento de perplexidade entre muitos vitorianos. Há uma questão que não pode ser ignorada: a da ética e da responsabilidade para com o clube que liderou. Os sócios têm o direito de perguntar quando começaram os contactos com o Olympiacos. Têm o direito de saber se existiam negociações enquanto ainda exercia funções no Vitória. Têm o direito de compreender se todas as decisões tomadas durante o seu mandato foram exclusivamente orientadas pelos interesses do clube. Mais, os sócios têm de saber se o atual Presidente do Vitória SC, Rui Rodrigues, teve em algum momento conhecimento desses contactos e negociações e quando. A estas dúvidas junta-se outro facto que merece ser esclarecido. A pré-época da equipa principal foi preparada ainda durante o mandato de António Miguel Cardoso e, curiosamente, incluiu dois jogos de preparação frente ao Rio Ave e ao Nottingham Forest, clubes que integram o mesmo grupo empresarial do Olympiacos. É natural que suscite interrogações entre os sócios, que esperam total transparência sobre os critérios que estiveram na base da definição desse calendário. É precisamente nestes momentos que ganha especial significado um velho princípio: à mulher de César não basta ser séria, tem de parecê-lo. No futebol, como em qualquer instituição que vive da confiança dos seus associados, não basta agir corretamente; é igualmente essencial que todas as decisões e circunstâncias sejam percecionadas como transparentes e livres de qualquer dúvida ou potencial conflito de interesses».