O treinador do Friburgo, Julian Schuster, admitiu hoje a maior experiência do Sporting de Braga nas competições europeias, mas frisou a importância do fator casa para chegar à final da Liga Europa de futebol.
Sétimo classificado da Bundesliga, o Friburgo procura chegar pela primeira vez a uma final europeia, tendo que reverter a derrota na primeira mão, em Braga, por 2-1, com golos de Tiknaz (oito minutos) e Dorgeles (90+2), com Grifo a empatar, pelo meio, para os alemães (16).
“O Braga tem uma equipa que não para de acreditar, como se viu no jogo em Sevilha [com o Betis, da segunda mão dos ‘quartos’] em que a perder por 2-0 deu a volta”, disse, lembrando o “pormenor” de, por pouco, ter sido anulado o 3-0 aos espanhóis por fora de jogo.
“São esses pormenores que podem decidir um jogo e em que temos que acreditar e que lutar por eles. O Sporting de Braga tem essa experiência, mas nós também a temos. A jogar em casa, com os nossos adeptos, precisamos do seu apoio para esta luta”, afirmou em conferência de imprensa de antevisão, em Friburgo.
Schuster elogiou o estilo de jogo dos bracarenses, de “muita posse”, notando que o Friburgo deve saber-se adaptar a isso e “os adeptos também”.
“Temos que ter consciência de que estamos numa meia-final, o Braga tem qualidade em posse de bola, faz bem isso, mas nós também temos qualidade e preparámo-nos bem”, disse.
O técnico admitiu ainda que o Sporting de Braga chega “um pouco em melhor posição” após ganhar o primeiro jogo e que isso pode determinar a mudança de alguns aspetos do seu jogo, mas garantiu pensar de forma positiva e ter “esperança em dar a volta à eliminatória”.
A equipa vem de um empate caseiro com o Wolfsburgo (1-1), no domingo, jogo que ficou marcado pela lesão de Suzuki - o avançado japonês, titular em Braga e um dos jogadores mais importantes do ataque do Friburgo, fraturou a clavícula direita, foi operado e falha a receção aos minhotos.
“É doloroso quando perdes um jogador, as lesões nunca ocorrem no momento certo e é muito inoportuno para ele, mas por outro lado é uma oportunidade para outros e também para sermos ainda mais unidos”, disse.
Ao lado do treinador, o experiente Matthias Ginter, natural da cidade e formado no clube, frisou que “quem está numa meia-final fará tudo humanamente possível para chegar à final”.
“Desejo muito isso para as pessoas da cidade e para os jogadores que estão há mais tempo no clube, que tenham esse sentimento de ganharem um título, que seria o maior na carreira. É muito especial para mim também, voltei oito anos depois e o sentimento de ganhar um troféu [pelo Friburgo] não podia ser melhor”, disse o defesa central.
Para o internacional alemão de 32 anos, “não faz sentido” ir para casa agora: "temos que acreditar desde o início, jogar com velocidade, ter energia em campo e a energia no estádio vai ajudar. Não pensar demasiado e jogar futebol como quando éramos pequenos”, disse.
Friburgo e Sporting de Braga defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Wolfswinkel, em Friburgo, jogo que será arbitrado pelo italiano Davide Massa.