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Treinador do Friburgo admite vantagem minhota, mas acredita na reviravolta

Treinador do Friburgo admite vantagem minhota, mas acredita na reviravolta
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 06 de maio de 2026, às 17:33

Julian Schuster em conferência de imprensa

O treinador do Friburgo, Julian Schuster, admitiu hoje a maior experiência do Sporting de Braga nas competições europeias, mas frisou a importância do fator casa para chegar à final da Liga Europa de futebol.

Sétimo classificado da Bundesliga, o Friburgo procura chegar pela primeira vez a uma final europeia, tendo que reverter a derrota na primeira mão, em Braga, por 2-1, com golos de Tiknaz (oito minutos) e Dorgeles (90+2), com Grifo a empatar, pelo meio, para os alemães (16).

“O Braga tem uma equipa que não para de acreditar, como se viu no jogo em Sevilha [com o Betis, da segunda mão dos ‘quartos’] em que a perder por 2-0 deu a volta”, disse, lembrando o “pormenor” de, por pouco, ter sido anulado o 3-0 aos espanhóis por fora de jogo.

“São esses pormenores que podem decidir um jogo e em que temos que acreditar e que lutar por eles. O Sporting de Braga tem essa experiência, mas nós também a temos. A jogar em casa, com os nossos adeptos, precisamos do seu apoio para esta luta”, afirmou em conferência de imprensa de antevisão, em Friburgo.

Schuster elogiou o estilo de jogo dos bracarenses, de “muita posse”, notando que o Friburgo deve saber-se adaptar a isso e “os adeptos também”.

“Temos que ter consciência de que estamos numa meia-final, o Braga tem qualidade em posse de bola, faz bem isso, mas nós também temos qualidade e preparámo-nos bem”, disse.

O técnico admitiu ainda que o Sporting de Braga chega “um pouco em melhor posição” após ganhar o primeiro jogo e que isso pode determinar a mudança de alguns aspetos do seu jogo, mas garantiu pensar de forma positiva e ter “esperança em dar a volta à eliminatória”.

A equipa vem de um empate caseiro com o Wolfsburgo (1-1), no domingo, jogo que ficou marcado pela lesão de Suzuki - o avançado japonês, titular em Braga e um dos jogadores mais importantes do ataque do Friburgo, fraturou a clavícula direita, foi operado e falha a receção aos minhotos.

“É doloroso quando perdes um jogador, as lesões nunca ocorrem no momento certo e é muito inoportuno para ele, mas por outro lado é uma oportunidade para outros e também para sermos ainda mais unidos”, disse.

Ao lado do treinador, o experiente Matthias Ginter, natural da cidade e formado no clube, frisou que “quem está numa meia-final fará tudo humanamente possível para chegar à final”.

“Desejo muito isso para as pessoas da cidade e para os jogadores que estão há mais tempo no clube, que tenham esse sentimento de ganharem um título, que seria o maior na carreira. É muito especial para mim também, voltei oito anos depois e o sentimento de ganhar um troféu [pelo Friburgo] não podia ser melhor”, disse o defesa central.

Para o internacional alemão de 32 anos, “não faz sentido” ir para casa agora: "temos que acreditar desde o início, jogar com velocidade, ter energia em campo e a energia no estádio vai ajudar. Não pensar demasiado e jogar futebol como quando éramos pequenos”, disse.

Friburgo e Sporting de Braga defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Wolfswinkel, em Friburgo, jogo que será arbitrado pelo italiano Davide Massa.