Carlos Vicens, técnico do SC Braga, considerou que hoje foi «um dia feliz», onde a sua equipa conquistou «uma vitória muito importante», diante do Ferencváros (4-0), e que «a reviravolta era uma oportunidade para reivindicar» o valor do clube.
«O jogo não foi bom na semana passada [derrota por 2-0, na primeira mão], mas o resultado foi penalizador. Hoje, fomos uma equipa mais agressiva e sempre próxima da área contrária. Marcámos cedo, o que nos deu confiança e energia para manter o nível. Há sempre segredos táticos e coisas a trabalhar, mas era muito claro o que queríamos, tínhamos de ‘virar’ uma desvantagem de dois golos. Sabíamos que tínhamos de entrar fortes. Os adeptos ajudaram-nos a ter a força extra para dar a volta a isto», analisou o técnico espanhol.
No plano tático, o treinador explicou os ajustes frente à pressão do adversário:
«Os ‘timings’ de pressão foram melhores hoje. Ajustámos a equipa para defrontar um adversário físico, que pressiona ‘homem a homem’. É preciso ter personalidade para defrontar uma equipa assim. A equipa foi ‘viva’ e inteligente, articulando entre um futebol mais apoiado e um futebol mais direto.»
Questionado sobre a possibilidade de Ricardo Horta integrar a seleção nacional, Vicens não poupou elogios ao jogador português:
«Ficaríamos encantados se o Ricardo [Horta] fosse ao Mundial2026. Ele merece isso, mas Portugal tem um leque de talentos impressionante. O Ricardo enquadra-se nesses talentos.»
O técnico olha agora para o campeonato da I Liga, onde os arsenalistas vão defrontar o FC Porto este domingo, às 20h30: «Temos três dias para recuperar e preparar um jogo muito difícil contra o FC Porto [no domingo]. Será um jogo de alto nível. Trabalharei para os jogadores não perderem o foco na pausa competitiva para o primeiro duelo na I Liga a seguir à paragem, com o Moreirense, e depois pensarei nos quartos de final da Liga Europa».