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Presidente da FIA coloca segurança em primeiro lugar

Presidente da FIA coloca segurança em primeiro lugar
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 02 de março de 2026, às 14:09

Em relação às corridas do Mundial de Fórmula 1 previstas para a região do médio oriente.

O presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Mohammed Ben Sulayem, garantiu hoje que “a segurança e o bem-estar” são a prioridade, em relação às corridas do Mundial de Fórmula 1 previstas para a região do médio oriente.

O calendário de Fórmula 1 tem previsto o Grande Prémio do Bahrain entre 10 e 12 de abril e o da Arábia Saudita entre 17 e 19 do mesmo mês, corridas do circuito Mundial que arranca no fim de semana, com o Grande Prémio da Austrália.

“Estamos em contacto próximo com os nossos parceiros, promotores do campeonato, equipa e colaboradores no terreno, na medida em que monitorizamos os desenvolvimentos de forma cautelosa e com responsabilidade”, disse hoje o presidente da FIA.

A posição da FIA surge na sequência do ataque militar lançado no sábado por Israel e Estados Unidos contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", a que Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

No comunicado de hoje, a FIA menciona ainda os campeonatos mundiais de endurance, cuja temporada deveria começar no final de março, no Qatar.

“A segurança e o bem-estar vão guiar as nossas decisões, ao avaliarmos as competições previstas para o Mundial de resistência da FIA e para o Mundial de Fórmula 1. A nossa organização é construída com base na união e num propósito comum. Essa união importa agora mais do que nunca”, referiu o responsável da FIA.

Ben Sulayem, nascido no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, uma das zonas já afetadas com ataques, lamentou ainda a perda de vidas e disse estar com as famílias e comunidades afetadas pelo conflito.

Após a ofensiva no sábado, o Irão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.