O técnico Carlos Carvalhal pede foco total ao plantel no jogo de amanhã, frente ao Nacional (20h15), para o campeonato da I Liga, e garantiu que o jogo da próxima quarta-feira, frente ao Benfica, para a Taça de Portugal, não vai condicionar as escolhas para o desafio frente aos insulares.
Regresso a casa após um empate em, frente a um adversário que não perde há dois jogos
«Muito contentes por voltarmos a casa. Superámos um pouco aquele mau momento e conseguimos vencer os últimos dois jogos. A expectativa e o envolvimento é hoje mais positivo do que era no passado. Sentimos isso dentro do campo. Queremos fazer da nossa casa uma fortaleza e para isso temos de vencer este jogo. O Nacional venceu o FC Porto e empatou em Guimarães. Sabemos das dificuldades, mas estamos confiantes e vamos estar à altura das dificuldades. Vamos com tudo pelos três pontos».
E a partida da Taça de Portugal e meio da semana? Poderá influenciar?
Nem me lembro que tenho um jogo no meio da próxima semana e estou a falar de coração. É isso e sentimos e é isso que transmitimos aos jogadores. É com esse espírito com que vamos encarar o jogo com o Nacional, como se fosse o último jogo das nossas vidas.
Fran Navarro está apto para este jogo?
«Há dúvidas no Fran. Está com interrogação. O Victor Gómez está restabelecido. Esteve no banco no último jogo mas não estava em condições. O Zalazar está entregue ao departamento médico e vi-o hoje vi-o no exterior [relvado] pela primeira vez. Niakaté está para breve, o Vitor Carvalho mais à frente, mas não muito longe também»
Tiago Margarido, técnico do Nacional, disse que o SC Braga está no melhor momento? Que análise faz ao adversário?
«Em 18 pontos fizemos 16. Num ciclo em que tivemos uma deslocação à Luz e a Guimarães. É um momento elucidativo do que a equipa tem feito num ciclo tudo menos fácil, mas que mostra estarmos em crescendo. Amanhã temos de ser trabalhadores, uma verdadeira equipa e esperamos que a coesão, atitude e respeito pelo Nacional nos leve a conquistar os três pontos. Temos de perceber que para fazer este ciclo saiu muito do cabedal, do pelo dos jogadores. O Nacional tem uma equipa com muito valor. Temos que ter respeito que tem pelo Nacional para conquistar os três pontos».
A equipa chegou pouco à baliza em Guimarães.
«Cada jogo tem a sua história e componente emocional. Há jogos que se tornam mais fáceis e outros mais difíceis.
Em trermos de atitude estivemos irrepreensíveis, com muitos jogadorers que se estrearam num dérbi e isso não foi muito falado.O caminho está a ser feito e muito bem feito. É a minha opinião».
Poucas opções ofensivas
«Não sou pessoa de desculpas. Sou de enfrentar o que me aparece pela frente com os recursos que tenho. Acredito nos jogadores e na sua capacidade. Há jogos onde se ataca mais e outros onde se ataca menos. Estou a falar dos méritos porque não é só malhar quando a equipa joga menos bem. Somos a equipa com mais aproveitamento a jogar fora e que sofre menos golos. As coisas não estão perfeitas mas estão a andar, mas não se pode é abrir uma crise por um jogo em que a equipa não está tão bem».
Racic está preparado para ser titular? e Zalazar? Sente-o como jogador do Braga?
«Falei com o Rodrigo [Zalazar] e sinto-o como jogador do Braga. Sabe que tem de se focar no presente e não no passado. É o presente, que lhe pode trazer frutos amanhã».
O Racic está na mesma condição que estão os outros jogadores. Veio de jogar no Championship pelo West Bromwich e conhece o campeonato. Queria manifestar pesar pelo falecimento do professor doutor Manuel Sérgio e enviar condolências à família.