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Carvalhal confirma saída de Matheus e André Horta do SC Braga

Fotografia DR

José Costa Lima

Jornalista

Publicado em 25 de janeiro de 2025, às 15:08

À margem da antevisão do jogo frente ao Boavista

O técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal, confirmou hoje as saídas de Matheus e André Horta. Ambos manifestaram vontade de sair e estão no mercado. O técnico bracarense, que falava em conferência de imprensa para antever o jogo de amanhã (20h30) frente ao Boavista, sublinhou que Lukas Hornicek é a partir de agora o titular da baliza arsenalista. Relativamente a André Horta, o treinador referiu que «o SC Braga é demasiado grande para ter jogadores contrariados».

 

Receção ao Boavista
«Abrimos a página e do campeonato e vimos de duas vitórias muitíssimo boas, uma brilhante na Luz e outra no difícil campo Estrela da Amadora. Queremos dar sequência ao que temos feito muitíssimo bem. Conseguir uma terceira vitória campeonato seria inédito. Respeitamos muito o adversário, tem um compromisso coletivo muito forte, não há jogos fáceis e temos de fazer o nosso papel, a respeitar o Boavista, temos de ser coesos, íntegros para vencer e fazer o pleno de vitórias no mês de janeiro»


André Horta vai sair? 
«Tenho uma excelente relação com o André, manifestou vontade de sair, não queremos jogadores contrariados, já vinha a manifestar isso, também o prejudicou nas opções e, em função da sua decisão de querer sair, não queremos jogadores contrariados. O Braga é demasiado grande para termos jogadores contrariados».

E Matheus? 
«O Matheus também manifestou vontade. É um guarda-redes extraordinário, marcou uma época no Braga com páginas de ouro, como adepto e treinador estou muito grato, ajudou-nos a escreveu páginas fantásticas como a Taça de Portugal. A partir do momento que manifestou vontade de sair, está numa idade que lhe permite ter ambições e não vamos contrariar essa situação. O Hornicek cumpriu nas vezes que foi chamado e vai avançar. Reforçar a baliza? Não, de forma alguma. O Lukas é uma aposta do clube, vai disputar o Europeu sub-21, depositamos grande confiança no Tiago Sá, no João Carvalho e não temos necessidade de ir ao mercado»

Não é estranho no caso do André Horta quando lhe pediu para ficar? 
«Falou-se que o André estava no aeroporto, que o treinador ligou e mandou a PJ para ele não ir. Isso não é verdade. Queria que ele ficasse, mas se as negociações falharam não foi por culpa do treinador».

Sente que falhou como treinador? 
«Estou de consciência tranquila. Tenho uma excelente relação com ele, tirámos o melhor do Matheus. Se for para melhorar a vida que seja um passo para a frente. O André é diferente, mais irreverente, não tem a estabilidade do irmão, por exemplo. Chamo-lhe o Vítor Baptista dos tempos modernos, tem sempre vontade de não estar bem no mesmo sítio.  Um jogador que está, mas não está nunca é bom, que está sempre no telefone na mão a ligar para o empresário. Se vou ou não vou…».