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Carlos Carvalhal disse que nem quis ouvir a proposta do Al Shabab

Carlos Carvalhal disse que nem quis ouvir a proposta do Al Shabab
Fotografia DR

José Costa Lima

Jornalista

Publicado em 15 de dezembro de 2024, às 19:09

Técnico garante que vai cumprir contrato até ao fim com o SC Braga

O técnico Carlos Carvalhal garantiu hoje que nem sequer ouviu a proposta do Al Shabab, da Arábia Saudita, que pretendia os seus serviços para suceder a Vítor Pereira. O treinador do SC Braga, que falava em conferência de imprensa de antevisão ao jogo de amanhã frente ao FC Famalicão, sublinhou estar «de corpo e alma» no clube e garantiu que vai cumprir o seu contrato até ao fim.

Duelo com o Famalicão 
«Queremos dar a melhor resposta possível, obviamente. Dissecámos o último resultado, a exibição, o que falhou, mas é passado. Vamos iniciar um ciclo com muitas coisas para decidir, num espaço de 40 dias, em todas as competições. Convoco os adeptos a dar serenidade à equipa, a apoiar, pois este pode ser um arranque para sermos felizes e faço um apelo a que deem tranquilidade aos jogadores. Há muita vontade de corresponder, de reagir como falou o presidente e é muito importante esse apoio. Os jogadores estão ávidos de dar alegria aos sócios e amanhã iniciamos um ciclo que se avizinha difícil»

Ano mais difícil 
«Este é um ano muito atípico desde que sou treinador, se calhar o mais difícil, e estamos a falar de decisões que vamos ter no mês de janeiro. A realidade é que nos momentos de decisão a equipa correspondeu. A confiança nos jogadores é ilimitada e, sim, podemos ver os dois lados, o copo meio cheio ou meio vazio. Podíamos ter feito melhor no campeonato, mas levámos nove entaladelas que nos atrapalharam um pouco, houve lesões importantes, jogadores novos…»


Reforços em janeiro? 
«Estamos em sintonia, eu e o presidente, sobre algum ajuste em janeiro para tentar capacitar a equipa. A seu tempo falemos sobre reforços».

Interesse do Al Shabab 
«Fui sondado e imediatamente não quis ouvir a proposta porque estou de corpo e alma com no Sp. Braga. O meu compromisso com o presidente é ficar até final do contrato. Até pelas notícias a meio do ano quando houve interesse do Brasil, ele não terá gostado, mas o que disse de imediato é que estou bem no SC Braga. É o desafio mais difícil no que toca a dinâmica de grupo desde que sou treinador, pelos incidentes que temos tido, pelas diferenças de um e outro jogador, mas isso dá-me uma motivação extra. Quero sair bem desta situação, unir esforços e fui muito claro com os jogadores, mesmo com todas as diferenças que podem haver no plantel. Estou muito feliz e o ambiente hoje, depois da minha conversa olhos nos olhos, estava espetacular entre eles, abraçados, contentes e focados no jogo».


Palavras do presidente na quinta-feira….  
«Não há divergência. Responder é reagir e não estou a refutar as declarações. Quer vencer, todos querem vencer e agora é falar dentro do campo contra uma equipa boa. Estamos todos em sintonia».


O que esperar deste Famalicão? 
«Saúdo o novo treinador, que conheço há muitos anos e, pela sua competência, vai ter sucesso e o quero é que não comece amanhã a ser bem-sucedido. Tem tudo para ser um bom treinador»


Niakaté e Bruma estão de volta? 
«Não adianta esconder, houve qualquer coisa, por isso não foram convocados, estou aqui para garantir a disciplina do Braga e o seu bom nome. Mas, não foi nada de muito grave, todos os anos acontece isto, lembro-me de na outra passagem houve uma situação entre o Tormena e o Fabiano. São homens, isto acontece. Estão convocados para amanhã, vamos ver se vão jogar ou não»