Na base da polémica estará a saída do GFSUM do plenário dos grupos culturais da UMinho, uma "assembleia" facultativa e que decide as verbas a distribuir pelos grupos académicos. O GFSUM não terá aceite os moldes de funcionamento deste plenário e acabou por se retirar.O Diário do Minho sabe que o GFSUM foi na mesma contactado para a Serenata, apresentando, à semelhança do ano passado, uma verba para atuar. Situação que a AAUM não terá aceite este ano. O GFSUM frisa que «a AAUM está a acabar com uma tradição (e a abrir um precedente gravíssimo), que é ter uma serenata de despedida aos finalistas ao som da guitarra portuguesa, realizada por um grupo de fados». «A direção transitória da AAUM demonstra falta de respeito por uma tradição anterior à própria UM, por um Enterro da Gata secular e que tinha na Serenata um dos seus pontos altos a que a própria cidade aderia e adere. Respeite-se a Serenata, o seu presente e o seu passado, os estudantes da UM e os do ensino secundário que criaram o Enterro da Gata», lê-se, no entanto, num comunicado do GFSUM.
Este grupo de Fados decidiu no entanto avançar, caso haja condições climatéricas, realizar uma Serenata no Rossio da Sé, à meia noite de dia 10 de maio, nos moldes em que a Serenata se realizava antigamente antes de ser transferida para o Largo do Paço.O Diário do Minho contactou o presidente da AAUM, Nuno Reis, que confirmou o caso, mas que reserva para o final do dia de hoje uma nota pública sobre o assunto. As festas académicas da AAUM começam a 10 de maio com o Velório e a Serenata e prolongam-se até 19 de maio, este ano no Forum Braga Altice.
Autor: Nuno Cerqueira