«Os jornalistas têm como missão informar e formar a comunidade, mas há muitas formas de se fazer a mesma coisa. A verdade pode ser dita de muitas formas, por isso peço, neste tempo de esperança, que ela seja dita tentando colher algo de positivo. Muitas vezes selecionam-se notícias negativas, deprimentes e o que há de menos na sociedade. Por vezes há muito sensacionalismo e tantas vezes passam em claro notícias positivas, coisas boas, pessoas heróicas, gestos extraordinários, instituições que fazem um papel absolutamente meritório nas nossas comunidades», explicou, lamentando que, por vezes, «se fique com a sensação de que não se vê a toalha branca mas apenas a nódoa que às vezes nela cai».
Falando à margem da eucaristia do convívio de Natal da empresa Diário do Minho, que se realizou ontem na presença de dezenas de elementos, desde a administração a funcionários e colaboradores, o cónego José Paulo Abreu pediu, assim, para que os jornalistas sejam «positivos na própria seleção das notícias», tentando «que não seja apenas focado o lado menos bom da humanidade, o menos feliz, o mais tétrico, mas que sejamos capazes de alcançar outras coisas e de levar as pessoas para outros patamares através de uma influência positiva», encontrando um «equilíbrio» entre o que é negativo e positivo.
(Leia mais na edição impressa)
Autor: Rita Cunha