«Acima de tudo, receiam que uma solução menos ponderada possa pôr em causa o elevado nível de serviço a que a população servida conseguiu ter acesso», aponta o comunicado.Face àquelas preocupações, o CDS-HB anuncia que será «solicitada uma reunião com urgência a Sua Excelência o Sr. primeiro-ministro». Os membros do CDS-HB mostram-se «particularmente sensíveis ao contributo desta parceria tanto para uma resposta digna às necessidades de assistência médica e cirúrgica das populações, como à qualidade do atendimento e da assistência clínica» e lembram que «em 9 anos, foram atendidos 3,5 milhões de utentes em consultas médicas, foram feitas 230.000 cirurgias e que foram atendidas nos serviços de urgência mais de 1,9 milhões de pessoas». Aquele órgão lembra ainda «com agrado» que o HB foi «identificado e de forma continuada, nos sistemas de avaliação independente feitos pela Entidade Reguladora da Saúde, como o melhor hospital de média/grande dimensão do País, com as máximas classificações na grande maioria das áreas clínicas», sendo que «este ano, mereceu uma distinção de exceção como o melhor hospital do país».
Segundo o CDS-HB «quando os parâmetros de avaliação do desempenho se focam na qualidade, na adequação e na eficiência (...) estas notificações têm de ter uma leitura clara e um reconhecimento com consequências práticas».No entanto, os conselheiros receiam que «não seja isto que esteja a acontecer e, por isso, temem por uma perspetiva mais sombria que pode pôr em causa uma resposta muito satisfatória para as populações servidas». O conselho sugere que seja feita uma «aproximação da capacidade contratada à demanda efetiva» como «forma de contribuir para a redução das atuais condições de insustentabilidade económica da parceria», lembrando que «continua por esclarecer o contencioso gerado pelo cancelamento dos financiamentos em 2016 para tratamentos de doenças complexas». O CDS-HB é constituído pelo presidente Luís Braga da Cruz, pelo Arcebispo Primaz da Arquidiocese de Braga, Jorge Ortiga, pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, pelo reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, pelo presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, João Manuel Duque, pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis e pelo presidente da Direção da Associação Comercial de Braga, Domingos Macedo Barbosa.
Autor: Redação